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18/04/2012 - Comunicação eficaz é aquela que é compreendida

Autor: Marcos Gross

Colunista: Marcos GrossA energia do fóton exprime-se através da freqüência angular w=2p f, em vez de frequência f. Neste caso, em vez da grandeza h, usa-se, como coeficiente de proporcionalidade, a grandeza h, cujo valor numérico se calcula pela seguinte fórmula:

h = 6,6261 x 10 -34 Js = 4,1357 x 10 -15 eVs

Você compreendeu essa mensagem?

Somente um físico pós-graduado (especializado no ramo quântico) poderia entendê-la. É comum sentirmos – diante de um palestrante ou de uma leitura de uma obra – não ter “captado” uma parte relevante do conteúdo transmitido. Faltam-nos conteúdo, informações e experiências; estamos com baixo repertório naquele campo do conhecimento.

Há comunicadores bem intencionados no mundo. São milhares de cientistas, radialistas, jornalistas, vendedores, diretores, professores, executivos, estagiários e outros profissionais que tentam passar o seu recado no dia a dia e não são compreendidos por grande parte de seus interlocutores. Por que isso acontece?

O grande erro de quem se comunica é ignorar o repertório cultural e mental do ouvinte a qual se dirige. Uma boa comunicação começa respondendo às seguintes perguntas: qual é o perfil sócio-cultural dos meus ouvintes; que palavras compõem o vocabulário cotidiano dos destinatários; que estímulos os deixarão motivados e que abordagens são compatíveis com seu grau de inteligência intelectual e emocional a fim de que decodifiquem o que se quer transmitir.

O mundo corporativo ignora o fato. É comum observarmos diretores de empresas se dirigirem ao “chão de fábrica” com termos muito técnicos e gerenciais à moda de Harvard, esquecendo que, geralmente, o “peão” possui um repertório simples e popular, por conta do pouco contato que tem com as leituras especializadas. O resultado é um sério gap de comunicação que cria desconexão entre a alta gerência e os colaboradores operacionais.

A linguagem adequada é aquela que está alinhada ao repertório cultural dos receptores. O mérito de programas populares da TV, como o Fantástico (que está no ar desde 1973), é a capacidade de poder falar uma linguagem básica que pode ser compreendida por qualquer brasileiro, do extremo norte do país ao Chuí (Rio Grande do Sul), dialogando simultaneamente com o executivo de São Paulo e o cidadão ribeirinho da Amazônia.

Então vai a dica: todas as vezes que for enviar uma mensagem a alguém, analise o perfil da pessoa que a receberá. Verifique as palavras que utilizará e o vocabulário empregado. O comunicador que desprezar esses passos, não estará dialogando, mas atuando em um verdadeiro monólogo. Fim da mensagem.

Marcos Gross Scharf
Diretor da McGross – treinamento e consultoria
Mestre e especialista em Gestão de comunicação
mcgross@uol.com.br

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