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07/02/2012 - Nem a mais, nem a menos: você!

Autor: Branca Barao

Colunista: Branca BarãoNão gosto de currículos. Gosto de pessoas!

Principalmente quando percebo que muitos currículos não estão cumprindo sua missão como deveriam: colocar a pessoa certa, no momento certo, na empresa certa.

Gostaria que currículos tivessem o poder de brilhar nas mãos do responsável por aquela seleção, não quando contivessem apenas verdades, mas quando sentissem a possibilidade de um encaixe perfeito, digno das almas gêmeas dos filmes de amor entre aquela pessoa e a possibilidade da felicidade, a partir desta união: vaga e candidato.

Não que o profissional vá ser feliz para sempre ali. Isso não existe. Mas que ele possa, enquanto decidir permanecer naquela empresa, crescer. E que ele ganhe mais que um salário, uma possibilidade de realização.

Trabalho não é apenas um meio para pagar as contas.

Trabalho é o meio para diminuirmos a distância entre quem somos hoje e quem queremos ser no futuro.

Seu trabalho deve ser a ponte entre você e seus sonhos. Se não for, há algo errado nessa relação.

Fico pensando como deve ser triste acordar todos os dias e ir, se arrastando, para um trabalho no qual você não é feliz. Como em um casamento, onde duas pessoas se afundam na solidão conjunta, por terem desaprendido a desfrutar uma, da companhia da outra. Falo daquele casamento onde se permanece junto, apenas por terem esquecidos quem são quando separados.

Aquela relação que não traz crescimento, muito menos felicidade para ninguém.

E nem sei mais se estou falando de casamento entre duas pessoas que pensaram se amar um dia, ou entre uma pessoa e uma empresa, mas falo de uma relação em que um sustenta o outro, mas em bases nem um pouco sólidas. Nem um pouco felizes.

Vivemos um momento em que currículos não são “criaturas” muito confiáveis.

Alguns mentem “para mais”, com algumas qualificações que não possuem. Tentando assim um cargo além daquele que seu perfil atual atenderia (e para quase morrer de ansiedade e estresse depois).

Outros mentem “para menos”, para que assim, consiga qualquer emprego, já que não conseguem um emprego a altura das suas qualificações (e para quase morrer de tédio e acomodação depois).

O problema?

Quando estamos procurando, um emprego, um amor, uma chance, por sentirmos medo de não encontrar, aceitamos “qualquer coisa”. (Sim, estou falando da nossa vida amorosa e do nosso trabalho também.)

Pelo simples motivo que “qualquer coisa” é muito melhor que “nada”.

Porém, “qualquer coisa” é justamente aquilo que vai ocupar uma fatia importante da nossa vida e impedir que aquela oportunidade, que faria seus olhos brilharem, se aproxime.

E também é aquilo que fará com que a cada domingo, quando o fim do dia chegar e com ele a angústia da segunda-feira que se aproxima, você se lembre que merecia um trabalho que te desse a chance de se sentir realizado.

E se você ainda sonha com uma oportunidade onde possa ser feliz e se desenvolver, nas suas relações, nas suas amizades, na sua conta bancária, sabe que o nome disso é realização.

E realização é algo referente ao profissional que você é, mas tem origem no ser humano que você é.

A empresa que você trabalha, merece o melhor de você.

E você merece ter a chance de ser o melhor que pode naquela empresa!

E para fazer isso acontecer só existe um meio: dizer a verdade.

No currículo, na entrevista, no seu olhar, mas principalmente a você mesmo quando olha, todos os dias, no espelho!

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