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06/03/2012 - O cuidado que temos que ter com as palavras

Autor: Marcos Gross

Colunista: Marcos GrossO que falamos pode provocar reações em nossos interlocutores. O que dizemos no cotidiano fica no “piloto automático” e não percebemos os efeitos que causam nas pessoas. As palavras que são pronunciadas ou escritas ficam sujeitas às mais diversas interpretações; podemos magoar, estimular ou incentivar alguém, afetando as relações profissionais e pessoais.

Observe a conjunção “mas”. O modo como colocamos o termo em uma oração pode fazer toda a diferença no sentido da frase. Repare que nas frases abaixo, os conteúdos que vêm antes da palavra “mas” são desvalorizados em detrimento daqueles que sucedem a conjunção:

• Paula é linda, MAS é burra (apesar de bela, predomina a falta de inteligência de Paula);
• Paula é burra, MAS é linda (apesar de ignorante, a beleza de Paula se destaca);
• Seu projeto é fantástico, MAS é inviável (seu projeto é inútil);
• A equipe foi ineficaz este mês, MAS demonstrou força de vontade e dedicação (apesar dos resultados pífios, o grupo tem valor).

Assim como as conjunções, os verbos – que representam a ação de um sujeito – também devem ser utilizados estrategicamente na fala e escrita. Verbos no presente e futuro transmitem a ideia de clareza e firmeza do falante:

• As máquinas operam com toda a força. (presente)
• As máquinas operarão com toda a força. (futuro)

Os verbos imperativos, como os próprios nomes indicam, representam palavras de comando, ordem. Sinalizam um tom autoritário que não se abre para o diálogo. Observe os exemplos:

• Faça o relatório!
• Preencha a ficha de inscrição agora.

Já os verbos do futuro do pretérito e do subjuntivo passam a percepção de incerteza, dúvida, hesitação e falta de comprometimento com a ação. Não sentimos muita “firmeza” quando escutamos ou lemos frases do gênero:

• Se eu tivesse a oportunidade, convidaria Cláudia para um café.
• Gostaria muito de desenvolver aquele programa.

A criação de um texto e a articulação das palavras pode ser decisiva para o sucesso de um empreendimento ou projeto. Grande é a responsabilidade de quem fala ou escreve, pois pode conduzir a uma leitura equivocada daquilo que queremos afirmar, gerando desentendimentos ou imobilizando grupos de trabalho.

Líderes, colaboradores e candidatos, fiquem atentos às suas palavras!

Marcos Gross Scharf
Diretor da McGross – treinamento e consultoria
Mestre e especialista em Gestão de comunicação
mcgross@uol.com.br

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