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20/10/2011 - Marcelo PPanighel: caricatura e negócios

Autor: Caio Lauer

Marcelo PPanighel - KaricaturandoDesde muito cedo, Marcelo PPanighel desenhava caricaturas de amigos e parentes. Esta brincadeira se tornou coisa séria e, desde 2004, ele é proprietário da Karicaturando, empresa que realiza trabalhos variados, como: animações 3D para vídeoclipes, caricaturas em shopping centers, eventos empresariais e familiares e caricaturas online.

Em entrevista para o Carreira & Sucesso, ele conta sobre sua história profissional e dá detalhes das atividades realizadas pela Karicaturando.

Boa leitura!

Quando percebeu que seu talento poderia se tornar um negócio?

Sempre desenhei, por todos os lugares onde passei, e percebi que as pessoas guardavam suas caricaturas. Eu ia na casa da pessoa depois de anos e verificava que a arte ainda era guardada com muito carinho.

Moro no bairro do Tatuapé, em São Paulo, que possui muitos buffets. Indo a festa de parentes, percebi uma deficiência nas “lembrancinhas” que eram entregues aos convidados. Caíam na mesmice e tinham uma qualidade bem duvidosa. Percebi que, neste nicho, faltava desenvolver alguma coisa interessante. Comecei a fazer pesquisas sobre este tipo de serviço em festas e verifiquei que só existia fora do Brasil.

Onde moro, na época, havia cerca de 80 salões de festas e fiz 50 portfólios, todos desenhados à mão. Saí distribuindo por estes locais para oferecer o serviço, inclusive comissionando os envolvidos – donos dos buffets ou da festa em si.  A aceitação foi muito boa, logo minha agenda estava cheia e tive que procurar uma escola de caricaturas, a fim de recrutar pessoas que pudessem me auxiliar na produção dos desenhos.

E como aconteceu a expansão da empresa?

O negócio aumentou e os clientes começaram a querer conhecer meu trabalho fora das festas. Precisei me instalar em um local comercial e acabei abrindo um quiosque no shopping Anália Franco. Na época, eu trabalhava também como professor de educação artística e não tinha tempo de ficar no local. Contratei uma secretária que apenas apresentava os trabalhos já feitos e fechava contratos. Foi quando ela me alertou que muitos clientes já vinham com as fotos para que fosse feita a caricatura ali, no próprio quiosque. Neste momento identifiquei a oportunidade de trabalhar de outra maneira e me dediquei apenas à Karicaturando.

Hoje, quais as principais atividades desenvolvidas pela Karicaturando?

Além dos eventos, tanto empresariais, quanto festas particulares, e dos quiosques, oferecemos também um serviço online que atende todo o Brasil. Recebemos as fotos pela internet e desenvolvemos o trabalho também à distância.

A caricatura tem sempre a mesma característica, mas conforme a tecnologia avança, podem ser usadas em diferentes plataformas. No começo, fazíamos em papel A4 e convites. Hoje, temos empresas parceiras que estampam nossa arte em camisetas, canecas, banners e fazem bonecos feitos em resina!

Quantos funcionários trabalham na Karicaturando? Como são divididas as atividades?

Atualmente, temos em torno de 15 funcionários, entre desenhistas contratados, profissionais freelancers e secretárias.

Muitas empresas contratam o serviço como entretenimento para festas e eventos. Qual é a receptividade do público nestes momentos?

A Karicaturando já fez quase 3 mil eventos no decorrer dos anos. Não teve um evento, se quer, em que o caricaturista ficou parado. Ele chega anônimo, mas sai aplaudido. Basta ele fazer o primeiro desenho e a pessoa irá circular com a arte pela festa, despertando o interesse do público.

Nosso serviço não é padrão. Existe um tratamento diferente para cada tipo de público e o nível de distorção e de brincadeiras varia muito. Em festas infantis, procuramos desenhar as crianças vestidas de Homem Aranha ou Ben 10, por exemplo, e elas já se divertem muito. Já para mulheres, não podemos exagerar muito nas características físicas – elas podem se sentir ofendidas, pois são muito vaidosas. Com os homens, os desenhos se tornam mais ácidos, com características físicas mais exageradas, pois aceitam mais este tipo de abordagem.

Porque acredita que o público gosta tanto de caricaturas?

Aqui no Brasil, as pessoas sempre viam, principalmente nos jornais, charges de pessoas famosas e pensavam: “Se fosse eu, como ficaria?”. É uma forma de humor gráfico. E mais personalizado, impossível. É um tipo de piada exclusiva para a pessoa. E, por mais que já tenha uma caricatura, outra será sempre inédita, pois ela varia muito por conta da característica física naquele momento e estilo do artista.

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