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23/03/2012 - Festival de Teatro de Curitiba agita a região

Autor: Caio Lauer

Festival de CuritibaO Festival de Teatro de Curitiba é o maior do gênero na América Latina e envolve toda a cidade. Durante as duas semanas de evento (de 27 deste mês a 08 de abril), a região ficará mais agitada, as pessoas sairão mais de suas casas e consumirão mais arte, cultura e gastronomia. Atrações como teatro na rua, Stand-up e festival gastronômico darão uma aura diferente para o local.

O Festival completa 21 edições em 2012, traz 430 atrações, mais de 2 mil apresentações e há muito tempo está consolidado como uma das principais vitrines dos artistas e companhias de teatro do Brasil e do exterior.  A cidade de Curitiba é referência no cenário teatral brasileiro e tem seu espaço reservado na agenda cultural do País. Neste ano, são esperadas mais de 180 mil pessoas prestigiando o Festival.

Para contar as novidades desta edição, conversamos com Leandro Knopfholz, organizador do evento, que explica os detalhes do evento e dá sua opinião sobre como a arte e a cultura influenciam o universo corporativo.

Boa leitura!

Muita coisa mudou desde o primeiro festival, em 1992?

O Brasil, a economia, a logística e a informação mudaram muito nestes anos e o Festival também. No primeiro ano, para trazer um espetáculo e contatar os artistas, tínhamos que enviar diversos fax, por exemplo, e este processo demorava muito. A questão de hospedagem e passagem aérea era bem mais difícil também, pois o custo era muito mais alto.

Ao longo do tempo, aumentou a nossa busca pelo novo, pela surpresa e pela coerência do discurso da programação do evento. Temos a intenção de tirar as pessoas de casa, fazer com que elas se encontrem e proporcionar a troca de experiências, que é a essência do teatro – é artesanal e uma arte feita essencialmente por gente.

Quais os destaques deste ano?

O Festival é um grande encontro de criativos que celebra o aniversário de Curitiba, em 29 de março. Temos atividades para todos os gostos, horários, idades e bolsos. Ele dá a oportunidade de novas experiências e isto enriquece muito.

O Risorama, que é o maior festival de humor no país, está em sua nona edição e reúne grandes nomes da atualidade como Marco Luque, Rafinha Bastos e Nany People. Cito também o Gastronomix, que é uma grande quermesse de alta gastronomia – os chefs ficam em barraquinhas mesmo, cobrando pratos por apenas R$10, mas que custariam muito mais que isso em seus restaurantes.

Além disso temos a Guritiba, que é nosso espaço infantil e traz os espetáculos do Peixonauta e A Criança Mais Velha do Mundo, do Eduardo Moscovis.

Já o “XXX” é uma atração voltada para o público adulto, que irá abordar temas de sexualidade e canibalismo.

A cultura e mais especificamente as artes cênicas, vêm ganhando espaço no meio corporativo por meio de palestras e dinâmicas. Como você enxerga este movimento?

Acho que é fundamental. Já se foi o tempo em que as pessoas eram meras ferramentas das empresas. Hoje, cada vez mais, os funcionários são os grandes protagonistas e, para mim, os indivíduos se aperfeiçoam, inclusive, com estas experiências culturais. Quanto mais abertos a vivenciar coisas novas, mais preparados estarão para enfrentar outras situações do dia a dia.

Cada vez mais, para apresentar uma ideia, o profissional precisa ser melhor para entreter os interlocutores e os recursos cênicos são muito bons para isto. O mais importante é que a absorção da informação é facilitada.

O que a arte pode ensinar para o mundo corporativo?

Acredito que ambos têm o que ensinar e aprender. A arte pode ensinar a usar a criatividade para solucionar problemas, o trabalho de grupo, confiança e construção conjunta. Na versatilidade do circo, por exemplo, o malabarista se maquia, faz seu número e depois vai para outra função no picadeiro. Dá para fazer diversos paralelos neste sentido. Mas, mais do que tudo, a essência é a troca de repertório e experiências.

As empresas têm apoiado mais a cultura?

Muito mais. É um movimento sem volta. As questões sociais e ambientais são grandes preocupações das organizações, mas a cultural também vem ganhando seu espaço. Faz parte da devolução das empresas para a sociedade.

A cultura traz a sensação de pertencimento e a diversão e o entretenimento compõe a necessidade do cidadão. Com o crescimento do país e da economia, as empresas se preocuparem mais com esta causa é um movimento natural.

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