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11/10/2012 - O Dia do Fisioterapeuta

Autor: Nathaly Bispo

Dia-do-fisioterapeuta_okNo dia 13 de outubro é comemorado o dia do fisioterapeuta, a data representa o decreto de lei que regulamentou a profissão, em 13 de outubro de 1969.

Fisioterapeuta é o nome dado ao profissional habilitado à construção do diagnóstico de distúrbios cinéticos funcionais, referente aos músculos-esqueléticos do corpo e à coordenação motora, com o objetivo de restaurar os movimentos e funções comprometidas depois de uma doença ou acidente.

As técnicas usadas por estes profissionais são empregadas desde a antiguidade, com indícios de uso descobertos em cerca de 2698 a.C., na China. No fim do século XVII, as guerras na Europa começaram a produzir um número cada vez maior de pacientes e, a partir daí, sentiu-se a necessidade da formação de profissionais específicos para a área de reabilitação e, com isso, nasceram os primeiros cursos de Fisioterapia.

Os fisioterapeutas trabalham na prevenção, promoção de saúde e tratamento. Para iniciar nesta carreira, além da grade convencional da graduação, é necessário aprofundar os conhecimentos em cursos de pós-graduação nas áreas específicas em que o profissional pretende desenvolver seu trabalho. Dentre elas estão: traumatortopedia, neurologia, pneumologia, cardiologia, fisioterapia esportiva, geriatria, reumatologia, dermatologia, ginecologia e obstetrícia, ergonomia, pediatria, saúde pública e outras.

Segundo Denise Flávio de Carvalho Botelho Lima, presidente da Associação dos Fisioterapeutas do Brasil – AFB, no Brasil são aproximadamente 175 mil profissionais e 300 mil acadêmicos, sendo ainda muito pouco para atender todas as demandas do país. Estes profissionais concentram-se nos grandes centros, mas as melhores oportunidades de vagas de emprego estão no interior dos estados.

O maior número de médicos se encontra na rede privada, onde o  piso salarial da categoria é variável nos estados, sendo em média R$ 1,5 mil para uma carga horária máxima de 30 horas semanais, segundo dados da pesquisa Catho “A contratação, a demissão e a carreira dos executivos brasileiros”, de 2011. A graduação dura de 4 a 5 anos e meio, e  além do diploma,  é necessário a incrição no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da região em que pretende exercer a profissão.

“O fisioterapeuta é um profissional que participa da construção de políticas públicas, e tem como uma de suas missões favorecer a reintegração do indivíduo na sociedade. Hoje é considerada uma profissão do futuro, graças a variedade de áreas de atuação e as pesquisas que estão em constante desenvolvimento”, afirma Denise.

Fisioterapia na Saúde Ocupacional

Em algumas empresas, o fisioterapeuta é responsável pela saúde ocupacional, atuando na aplicação de ações preventivas e de reabilitação. Entenda um pouco mais:

Fisioterapia Preventiva – o fisioterapeuta incentiva uma nova cultura relacionada a hábitos saudáveis e de consciência corporal e postural sempre visando o bem-estar físico e emocional no ambiente de trabalho. Ele investe na sensibilização dos trabalhadores e intervindo nos postos de trabalho através de ferramentas como palestras, ações ergonômicas de correção ou concepção quando necessário, elaboração e implantação de programas de qualidade de vida como anti-estresse, cinesioterapia laboral, entre outros;

Fisioterapia de Reabilitação – normalmente atua junto ao departamento médico dentro da empresa clinicando os distúrbios e problemas de saúde ocupacional dos trabalhadores, às vezes dependendo do subsídio de algumas empresas de grande porte, o atendimento é prestado inclusive aos dependentes dos colaboradores em seu convênio médico, no ambulatório da empresa com horário marcado.

Alguns dos benefícios para o colaborador são:

  • Praticidade para a realização das abordagens fisioterapeuticas, já que o mesmo não necessita de se ausentar da empresa evitando desgastes com conduções, trânsito, clínicas afastadas de casa ou do trabalho, entre outros;
  • Dispõe de um profissional que conhece sua realidade de trabalho, exemplos: posto de trabalho, relacionamentos interpessoais, dificuldades com a chefia, filosofia da empresa entre outros;
  • Maior qualidade de vida para o colaborador.

 

Principais benefícios para a empresa:

  • Diminuição do absenteísmo e ganho de horas de trabalho quando o colaborador necessita se ausentar para tratamentos fisioterapeuticos;
  • Marketing social para empresa;
  • Baixo custo operacional com a presença do fisioterapeuta;
  • Hoje em dia existem fisioterapeutas com especialização em perícia ocupacional, onde muitos escritórios de advocacia os contratam para atuar no ganho de causas trabalhistas relacionadas a doenças e acidentes ocupacionais;
  • Colabora na diminuição de custos com convênios médicos através de técnicas inovadoras de tratamentos entre outros;

 

“O caminho para obtenção do sucesso, principalmente na terapia empresarial, é a busca de técnicas inovadoras aplicadas e desenvolvidas para as empresas, que cada vez mais, querem resultados eficazes sem tomar muito tempo do trabalhador durante o seu expediente. Para que se consiga manter e evoluir os programas nestas empresas, é necessário que haja seriedade e valorização de nossa profissão, reconhecendo a nossa importância e espalhando aos departamentos que as pessoas devem primar pelo lado humano e a qualidade de vida”, conclui Inês Milani Sanches Garcia, fisioterapeuta e sócia-proprietária da IMS – Assessoria em Fisioterapia Empresarial.

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