15/06/2012 - Palestra aborda superação da excelência no trabalho
Atingir o nível de excelência deve ser o grande objetivo de todo profissional. Superar os próprios limites e melhorar o desempenho na trajetória corporativa depende de muita dedicação e, acima de tudo, planejamento.
Para debater sobre este assunto, aconteceu em São Paulo, na sede do Instituto de Organização Racional do Trabalho (IDORT), no dia 14 de junho, mais um EncontRHo, promovido pela Editora Fênix. Eduardo Tamura, coach, tradutor-intérprete e pós-graduado em Comunicação com o Mercado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), foi o mentor da apresentação que contou com a participação de dezenas de profissionais das mais diversas áreas de atuação.
De acordo com um estudo realizado pela Duke University, dos Estados Unidos, e apresentado na palestra por Tamura, 60% dos profissionais se consideram estar entre os top 10 em suas organizações, quando na verdade não o são. “Estar condicionado ao comodismo é sempre ruim. A pessoa se torna indiferente na empresa. Sair do ordinário para o extraordinário depende apenas de um extra. O profissional só avança se estiver em constante movimento”, conta o palestrante.
O hábito e o condicionamento podem ser armas benéficas para ser excelente no trabalho. A questão é não cair na zona de conforto. Procurar sempre praticar o melhor no dia a dia, sempre motivando a performance, faz com que o próximo passo venha sempre com mais confiança.
Não ter medo de arriscar é essencial para quem busca excelência em sua atividade. De acordo com o coach, todos têm potencial para usar ao máximo as melhores habilidades, mas existem complementos que podem fazer o indivíduo se destacar. “O autoconhecimento é fundamental para ter um parâmetro de percepção do próprio resultado. A pessoa que não se conhece o suficiente pode se esforçar demais em ações que não vão render tanto e não se dedica tanto à busca de resultados”, explica Tamura.
Dicas importantes
Ser bom no que faz, mas não saber como se promover, é uma grande falha. Transparecer a excelência para os pares e para a organização em si faz com que o profissional seja reconhecido e galgue, com mais agilidade, outros patamares na carreira. Tamura cita como exemplo os profissionais de marketing: “Quando é preciso elaborar muito a propagando de um produto, quer dizer que esta mercadoria pode não ser tão boa. É necessário focar na qualidade também. No caso do universo corporativo funciona igual, o profissional deve explorar ao máximo as habilidade que possui para mostrar seu valor da melhor maneira possível”.
Para ultrapassar o estado de excelência, o foco no propósito é imprescindível. Muitas empresas colaboram com isto e estimulam os funcionários a desenvolver suas habilidades a fim de render diferenciais competitivos no mercado. “O jornalista Heródoto Barbeiro diz que ‘em time que está ganhando não se mexe’. Porém, acredito que tudo muda e mesmo alcançando excelência no que faz, as pessoas e as empresas devem entender porque chegaram neste estágio e devem administrar os possíveis pontos fracos”, opina.
Muita sede ao pote pode ser prejudicial. Para Eduardo, o limite existe no condicionamento mental de cada um. “A ousadia, sem dúvidas, é um elemento que favorece, mas é importante controlar a autoconfiança na progressão da carreira”, completa.
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