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03/04/2011 - O propagandista e a indústria farmacêutica

Autor: Caio Lauer

Um pouco marketeiro, matemático, psicólogo, farmacêutico, comunicador e vendedor. Assim podemos definir a atuação do propagandista de produtos farmacêuticos. Ele tem suma importância para a indústria de medicamentos e de saúde, pois atualiza os médicos com relação aos produtos que são lançados no mercado. Em visita a estes profissionais, ele faz a propaganda dos produtos do laboratório no qual atua.

Em 14 de julho de 1975, a lei 6.224 regulamentou o exercício da profissão de propagandista vendedor de produtos farmacêuticos. Essa é uma função extremamente importante para os laboratórios – que dependem do bom desempenho do propagandista para a divulgação de seus medicamentos – e para os médicos, que são atualizados constantemente das novidades que surgem no mercado.

Geralmente, por meio de folders explicativos, o propagandista explica o que determinado medicamento traz de benefícios e contra-indicações para os pacientes. Os laboratórios possuem uma área de treinamento de vendas – que pertence ao departamento de Marketing – e logo na admissão, o propagandista passa por um programa intensivo de conhecimento dos produtos. São aplicados testes e provas para verificar se o profissional absorveu o conteúdo necessário para a visitação em clínicas e hospitais. “É costumeira a realização de ensaios e simulações de propaganda médica para que, quando chegar frente ao médico, esteja bem preparado e com conhecimento técnico e prático do que vai explicar”, Arnaldo Pedace, gerente de relações sindicais trabalhistas do Sindicato da Indústria Farmacêutica no Estado de São Paulo (Sindusfarma) . Ele explica que, se o propagandista não tiver essa firmeza e segurança, os profissionais de saúde podem não se convencer sobre as propriedades e benefícios dos medicamentos. “O propagandista, muitas vezes, conhece mais do medicamente do que o próprio médico”, completa.

A informação passada com credibilidade ao médico pode ser a solução para o problema de muitos pacientes, fazendo a indústria farmacêutica crescer cada vez mais. Por estar sempre em contato presencial com médicos, o propagandista deve ser agradável e afetivo para conquistar a confiança de seus clientes. O bom relacionamento é fundamental para o sucesso de suas vendas e ter habilidade em lidar com pessoas é premissa para o sucesso da profissão. “Os médicos, por conta do número grande de pacientes que precisam atender, têm pouco tempo para dar atenção aos propagandistas. Estes profissionais do marketing precisam ter a habilidade de passar a informação dos medicamentos com objetividade e clareza”, explica Arnaldo.

Hoje, a grande maioria dos propagandistas que ingressam neste mercado já possuem ensino superior completo. Esta é uma exigência das empresas que vêm desde o início dos anos 90, pois os laboratórios também resolveram estruturar melhor este tipo de serviço e, consequentemente, foram exigindo profissionais cada vez mais qualificados. Para facilitar a adaptação à linguagem e conhecimentos técnicos, alguns laboratórios pedem que o propagandista tenha formação na área de saúde, como farmácia e biomedicina.

Com o crescimento da economia como um todo no país, a indústria farmacêutica e de medicamentos também avança. A chegada de novos laboratórios e a ampliação dos que já existem, colaboram para a geração de empregos neste segmento. E o profissional que exerce esta atividade, tem possibilidades de crescimento e avanço na carreira, podendo se tornar gerente distrital, também conhecido como supervisor. Em outro estágio, pode alcançar o posto de gerente de produto, e se obtiver sucesso, tem a possibilidade de chegar à gerente nacional de vendas ou de marketing. “Conheço alguns profissionais que iniciaram a carreira como propagandistas, no porta a porta, e hoje são presidentes de empresas deste ramo”, conta o gerente do Sindusfarma.

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