14/03/2011 - Fracasso na Dieta: O que você come e o que está comendo você
Elisabete Fernandes Almeida
Chegou a hora novamente. Já é Primavera e o Verão está chegando. Mesmo assim, caso você seja como a maioria de nós, aqueles quilinhos indesejáveis ainda persistem.
Ser obeso não afeta apenas a saúde, mas também a auto-estima. O problema é: você quer perder peso, mas algo está te impedindo.
Não se desespere, você não está sozinho. Muitas pessoas enxergam a obesidade ou o sobrepeso como uma fraqueza ou como falta de força de vontade. Do ponto de vista médico, esta condição é diagnosticada como doença; uma epidemia em crescimento. Obesidade pode, de fato, ser considerada como doença, em vez de uma mera falta de força de vontade, entretanto, você pode se encontrar mergulhando em padrões de alimentação que são influenciados por seu humor. Embora não haja pesquisa científica que apóie as sete características básicas a seguir, há muitas evidências que apóiam a relação entre humor e comida.
Considere os seguintes comportamentos e veja se você se identifica com algum deles:
O COMEDOR EMOCIONAL
O comedor emocional busca nos alimentos o conforto. Quando está estressado, come para aliviar as emoções dolorosas. O alimento traz de volta sentimentos de segurança e momentos de descontração. O único problema é que, depois de comer, os sentimentos de conforto encontrados são substituídos por sentimentos de baixa auto-estima.
O SUPERCONQUISTADOR ILUSÓRIO
O superconquistador ilusório está sempre insatisfeito com os resultados. Não importa o quanto esta pessoa faz, nunca é o bastante. Se eles perdem cinco quilos, deveriam ter perdido dez. Eles também têm a “Síndrome do tudo ou nada”, em que comer um biscoito o torna um grande fracasso. Eles querem perder tudo agora. Não importa se demorou seis anos para ganhar cinco quilos: eles querem perder em um mês. Tem dificuldade para alcançar suas metas, pois suas expectativas são muito grandes. Estas idéias podem fazer com que essas pessoas corram até a geladeira em decorrência da sua decepção.
O ENROLADOR
Os enroladores vão deixar a vida de lado até que eles percam peso. “Quando eu perder 30 quilos, farei ___________(preencha o espaço)”. Entretanto, não são capazes de perder peso por não estarem confortáveis com as expectativas colocadas sobre si, considerando o que irá acontecer quando perderem peso. A comida torna-se sua muleta: ela os ajuda a manter o peso, assim não precisarão alcançar seus objetivos e resolver outros assuntos de sua vida.
O SABOTÁVEL
Os sabotáveis permitem que eles próprios sejam sabotados por amigos e parceiros que impedem tentativas de perda de peso. No caso da mulher, o marido provavelmente gosta de seu sobrepeso por medo de perder a companheira, ou as amigas ficam com inveja de seu sucesso. Estas pessoas então podem incentivar reuniões envolvendo comida para ter certeza de que seu peso continuará acima do desejado.
O DERROTADO
Os derrotados acreditam não ter disciplina em sua alimentação. Eles armam seu fracasso indo a uma festa e dizendo: “Não há como evitar a gula”. Eles acham que não possuem força de vontade para controlar o quê e o quanto colocam em suas bocas. Ao ter uma postura pessimista, estas pessoas cumprem suas expectativas ao se encher de comida numa festa.
O ESQUIVO
Os esquivos recusam convites para reuniões sociais por não gostarem do modo como são fisicamente. Eles pensam: “Quando eu perder peso, começarei a sair”. Entretanto, esta mentalidade pode ter um efeito rebote: enquanto todos estão se divertindo, ele está em casa, sozinho e deprimido. Eles utilizam comida para esconder sentimentos de solidão. Isto prolonga a agonia e o isolamento social.
O CO-DEPENDENTE
O co-dependente vive primariamente ao redor de comida. Ele pode ter poucos colegas e considera a comida o seu melhor amigo. Este comportamento está geralmente associado à dependência de uma outra pessoa. Mas o co-dependente conta, inicialmente, com os alimentos. Quando surgem problemas ou ele está só, sempre pode recorrer ao seu grande amigo: a comida. Ela não julga e sempre está disponível para ele. Pode-se criar um ciclo vicioso onde após cada episódio de comilança segue-se pela depressão, que, por sua vez, deflagra outro episódio, e assim sucessivamente.
Estes comportamentos não são rígidos, e você pode se encaixar em mais de uma destas categorias. As características não são os únicos sentimentos ou situações que podem levar uma pessoa a comer excessivamente; muitas podem se identificar com frustrações ou outros sentimentos negativos.
Milhões de pessoas caem nesta combinação de depressão, baixa auto-estima, ganho de peso e dificuldade no controle ponderal.
Ficar atento aos seus padrões de alimentação é um bom começo. Depois, vale identificar as situações que levam ao comer excessivo. Uma opção é procurar o conselho de profissionais especializados, principalmente se houver dificuldade na compreensão de assuntos específicos.
Para muitos, comer é um vício. É o único deles onde a pessoa precisa aprender a viver com moderação. Mas seu conforto é também seu vício. Algumas vezes, a ajuda de profissionais como psicoterapeutas ou fisiologistas traz benefício. Eles podem tomar decisões por você, já que, muitas vezes, é difícil agir sozinho.
Com ou sem ajuda externa, começar não precisa ser ruim:


