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18/02/2009 - PROFISSÃO: PEDAGOGIA

 

Naísa Modesto

Há que diga que para optar por um curso de Pedagogia é preciso gostar de crianças e não ter muito apreço por altos salários. Realmente, apesar do prestígio alcançado pela carreira de educador, muitos ainda não recebem remuneração condizente com a responsabilidade que estes profissionais têm em mãos. Mas o papel do pedagogo vai muito além da educação infantil.

O curso de Pedagogia mudou. Antes eram ministrados três anos de disciplinas voltadas para educação e mais um ano de habilitação profissional. No início do curso, os alunos tinham aulas de Filosofia, Sociologia, Psicologia, entre outras matérias. Mais tarde, integravam o currículo as disciplinas relacionadas à Administração, que preparavam o futuro pedagogo para ser um administrador de escola, por exemplo.

De acordo com novas diretrizes do governo federal, hoje os cursos devem formar docentes para os níveis de Educação Infantil e Fundamental I e gestores. Assim, as questões de gestão e administração permeiam todo o período do curso. “Para quem pretende ser um educador, é preciso saber que para qualquer docência, da Educação Infantil ao Ensino Fundamental I, é obrigatório o curso de Pedagogia. Para exercer qualquer atividade de gestão ligada à educação, também é preciso fazer o curso”, explica Hyrla Leal, coordenadora do curso de Pedagogia da PUC – SP, profissional com mais de 30 anos de experiência no mercado.

O aperfeiçoamento e especialização desta carreira têm contribuído para a expansão do campo de trabalho do pedagogo. “Antes, o pedagogo era muito restrito à escola. Agora não, o campo foi muito ampliado. O profissional hoje é chamado para exercer uma série de atividades: ludoeducador, trabalhar nas empresas junto ao RH, com pedagogia social, com pedagogia hospitalar, etc.”, conta a professora.

Até mesmo em razão destas novas especialidades e do surgimento de oportunidades antes inexploradas, a atualização do profissional é indispensável. Ele precisa estar atentos às novas tecnologias, conhecer e avaliar tendências pedagógicas, deve ter o hábito da leitura, freqüentar eventos culturais (cinema, teatro, mostras), participar de workshops e seminários e, claro, preparar-se bem para as aulas ou quaisquer outras atividades em que estiver envolvido.

Hyrla também afirma que para o pleno desenvolvimento da profissão é preciso que o pedagogo seja comunicativo, trabalhe em grupo, saiba lidar e trabalhar com a diversidade, seja um facilitador da inclusão social e tenha comprometimento. “Se não houver paciência e compromisso, não se resolve nada! Tem de ter iniciativa também, não se pode ficar esperando que as coisas venham de cima”, diz.

Uma das tarefas mais recompensadoras pelo exercício da profissão ainda é o fato de contribuir para a formação das pessoas. O fato de poder influenciar na forma como os aprendizes – de todas as idades – percebem o mundo e a sociedade e auxiliar na formação de cidadãos melhores e mais conscientes do seu papel é motivo de muita realização. “O lado bom é esse: contribuir para melhorar a vida da comunidade e das pessoas. Isso é importante.”

A professora observa, porém, que este papel social do pedagogo ainda não é plenamente reconhecido. “As pessoas não têm idéia do que é um curso de Pedagogia, de que tipo de profissionais ele prepara. Pedagogia não é só Educação Infantil, é também Ensino Fundamental I, gestão e participação em muitas atividades”, ressalta.

Se você pretende conhecer melhor esta carreira, a professora Hyrla dá algumas sugestões de leitura:

  • Bibliografia de Paulo Freire;
  • Revista Nova Escola;
  • Revista Educação.

    *Consulte currículos da área de Pedagogia.

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