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10/03/2009 - Telemarketing: muitas vagas e para todas as idades

 

Eles passam o dia inteiro assim: concentrados em frente ao computador, com fone nos ouvidos e atentos aos pedidos e questionamentos que vem do outro lado da linha.Trabalhar em call center é assim: exige educação, postura séria do atendente e, principalmente… paciência. Afinal, nem todos os clientes são tão educados do outro lado do telefone.”Tem pessoas que são irritadas, outras não. Há clientes educados, outros nem tanto. Mas alguns elogiam. Para nós é encarado como uma questão de ética profissional. Temos que saber lidar com cada um deles, e levar o nome da empresa que a gente defende, transmitindo, da melhor forma, a imagem”, afirma o representante de atendimento, Valmor Gonzaga.Quem está do outro lado liga porque precisa de alguma ajuda: seja fazer um pedido, tirar dúvida sobre um produto ou desabafar uma reclamação, o que é mais constante. As empresas, em contrapartida estão querendo ouvir essas pessoas, justamente pensando em fidelizar o cliente. Quem sai ganhando com isso é o mercado de trabalho, que tem aberto centenas de vagas para atendimento, todos os dias!A Dedic, empresa do grupo Portugal Telecom, é uma das empresas que realiza o serviço, de forma terceirizada, para outras organizações E sentiu esse aumento.”A Dedic fechou 2008 com faturamento de R$ 340 milhões. Teve um crescimento sustentável nos últimos tempos. Os nossos números de colaboradores também tem crescido bastante. Hoje são quase 17 mil, e este mês cresceu porque contratamos mais 1800. Isso reflete o crescimento tradicional que o setor tem”, pontua Paulo Neto Leite, que é presidente da empresa.PesquisaEm 2008, o setor de contact center cresceu 11% de acordo com pesquisa realizada pelo Grupo Padrão junto a E-consulting. E movimentou 19 bilhões, contra 17 no ano anterior. O número de posições de atendimento, as PÁS, também cresceu: de 292 mil para 400.”É muito importante que as pessoas do setor de contact center percebam que isso não é um trabalho temporário, que podem crescer na carreira, porque 86% da força na nossa gestão são das pessoas. Tenho orgulho de alguns diretores daqui terem começado como atendentes”, ressalta o presidente.Todas as idadesAs vagas não são apenas para pessoas jovens. Vera Lúcia Villela Arigussi, que tem 61 anos, encontrou oportunidade no programa ?Retorno ao Trabalho’.”Eu estava procurando emprego já há algum tempo, mas só encontrava portas fechadas. Encontrei a Dedic e para mim foi uma oportunidade. Mandei o currículo e num prazo de quinze dias comecei a trabalhar. Era o que precisava para conseguir meu tempo de serviço para a aposentadoria. E fora que me ocupo, não fico em casa”, finaliza.

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