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A arte de transformar informação em oportunidades

Cláudio Starec*

"Se conheces bem a si mesmo tanto quanto ao inimigo não temas a batalha; já se conheces a si mesmo, mas não conheces o inimigo para cada vitória terá também uma derrota; agora se não conheces a si mesmo nem ao inimigo foges do campo de batalha, pois não terás a mínima chance."
Sun Tzu – A Arte da Guerra

Estas palavras, de um velho general chinês, ditas há pelo menos dois mil anos retrata o viés deste artigo. Em qualquer estratégia empresarial não basta ter informações sobre o mercado, o meio ambiente ou os concorrentes, sem antes conhecer a própria organização, seus pontos fortes e fracos, suas oportunidades e ameaças. Na realidade, é impossível tomar boas decisões, sem o acesso a boas informações.

Informação para ser estratégica precisa ser coerente e útil, isto é, precisa ser relevante para o planejamento estratégico e, principalmente, estar disponível a tempo ou em tempo real. Sem uma estratégia de informação, o resultado imediato é uma sobrecarga de dados. Informação válida em tempo hábil pode aperfeiçoar o processo decisório em qualquer organização, posicionando-se como um diferencial competitivo.

Acreditamos que informação é um bem perecível que tem seu tempo de vida útil determinado pelo conhecimento e pelas decisões que a própria informação pode gerar. Num mercado cada dia mais competitivo, organizações e instituições públicas e privadas só irão sobreviver dependendo da habilidade de processar dados para transformá-los em informação que poderá gerar conhecimentos para a tomada de decisão. Davenport (2001) lista os motivos para pensar estrategicamente a informação:

- os ambientes informacionais, na maioria das empresas, são um desastre;
- os recursos informacionais sempre podem ser melhor alocados;
- as estratégias de informação ajudam as empresas a se adaptarem às mudanças e auxiliam na recuperação da informação relevante e prioritária.

Num mercado cada dia mais disputado, preço e qualidade já deixaram de ser diferenciais competitivos. Essa competitividade exige, hoje, um acesso imediato a informações que auxiliem a tomada de decisão, uma coordenação eficaz e integração efetiva dos recursos de informação e de comunicação disponíveis, além de políticas de redução de custos e da eliminação de duplicidade dos esforços de coleta, organização, armazenamento, intercâmbio e utilização das informações produzidas interna ou mesmo externamente às organizações.

O político Inglês Benjamim Disraeli argumentava que "Como regra geral, o homem mais bem sucedido é aquele que dispõe das melhores informações". Apesar desse pensamento ainda retratar o valor da informação e do conhecimento nos dias de hoje traz à tona também outras perguntas estratégicas, longe de serem facilmente respondidas:

- Como podemos encontrar a informação certa e na hora certa?
- É possível gerenciar o conhecimento nas organizações?
- Como fazer diferença num mundo onde todos dispõem praticamente do mesmo acesso aos dados e informações?

Se antes a Terra, Trabalho e o Capital eram os fatores decisivos na produção, hoje, segundo o Banco Mundial, 64% da riqueza mundial estão baseadas em Conhecimento e Informação. O progresso científico duplica a cada dez anos, o que leva a necessidade de mudanças constantes nos processos, na capacitação dos recursos humanos, na incorporação de novas tecnologias e, principalmente na recuperação da informação relevante para a tomada de decisão nas organizações. Informação relevante é o principal fator de produção da economia do século XXI.

Philip Kotler começa seu livro Marketing para o Século XXI com um interessante pensamento sobre as organizações: “só existem três tipos de empresas: as que fazem as coisas acontecerem, as que ficam observando o que acontece e as que ficam se perguntando o que aconteceu”.

Se sua empresa quer fazer parte do primeiro grupo, é fundamental que ela saiba o que fazer com as informações geradas diariamente. Para isso, a Catho Educação Executiva realiza, no dia 04 de julho, o curso presencial Inteligência Competitiva na Prática, que tem como desafio ajudar as empresas a entender o processo da gestão estratégica da informação.

A proposta é fornecer conceitos, ferramentas, metodologias e conselhos práticos para melhorar o fluxo de informação nas organizações e melhorar o processo de tomada de decisão. Um problema tão sério que foi retratado por um pensamento do poeta T.S.Eliot: “onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento e onde está o conhecimento que perdemos na informação”.

Nosso objetivo é formar analistas estratégicos de informação dentro das organizações; formar colaboradores capazes de identificar, recuperar, analisar, disseminar e usar a informação relevante e prioritária para a tomada de decisão, minimizando desta forma as lacunas de informação e de comunicação.

Como se sabe, no ambiente de negócios, os agentes de decisão são submetidos diariamente a uma rotina estressante, há muitos dados, mas efetivamente, pouca informação para a tomada de decisão, sobre o ambiente mercadológico, clientes, fornecedores, concorrentes e influenciadores de um modo geral.

Acreditamos que na sociedade do conhecimento, a gestão estratégica da informação e a inteligência competitiva estão entre os principais fatores críticos de sucesso nas organizações. A economia do conhecimento deslocou o eixo da riqueza e do desenvolvimento dos setores tradicionais intensivos em mão-de-obra, matéria-prima e capital, para setores intensivos em mentes-de-obra, comunicação estratégica, tecnologia da informação e inteligência empresarial.

O aumento do número de associações, congressos, seminários, artigos em publicações acadêmicas e de negócios, assim como o avanço de consultorias nas áreas da informação, do conhecimento organizacional e da inteligência competitiva e a própria mobilização nos meios empresariais e públicos sinalizam que estes temas são fundamentais não só para o sucesso dos negócios, mas, acima de tudo, pela constatação que só sobrevivem às organizações que aprendem continua e rapidamente.

Mas se estamos falando sobre gerenciar informação não podemos esquecer que são pessoas que o fazem. Portanto trabalhar com a questão dos recursos humanos nas organizações é importantíssimo. É preciso devolver ao homem o papel central no processo de gerenciamento estratégico da informação. Na verdade não existe gestão da informação, inteligência competitiva ou mesmo conhecimento sem pessoas que tem a missão de transformar dados em informação, e por sua vez, informação em inteligência organizacional.

A Inteligência Competitiva insere-se no contexto da Gestão da Informação, monitorando ambientes, identificando as melhores práticas existentes, ajudando a construir as competências essenciais e integrando as pessoas da organização: alta direção, executivos, técnicos, colaboradores em geral e suas redes de parceria como clientes, fornecedores e sociedade. Todos, formando uma cadeia de valor, com foco na estratégia da organização.

No terceiro milênio, a organização vencedora será aquela que entender que o que mantém uma organização competitiva é o que os seus colaboradores sabem e compartilham. Se a tomada de decisão é o grande desafio; compartilhar informações passa e ser o maior problema das organizações.

Uma estimativa feita por consultores americanos revela que 80% das informações e do conhecimento existentes nas organizações não são compartilhados internamente, se somarmos a isso a sobrecarga de dados circulante temos um quadro de caos informacional. Além disso, como podemos recuperar as melhores informações, se a cada ano a humanidade produz 17 exabytes de informação original? Só para termos uma idéia do que isso significa, um exabyte é o equivalente a todo o conteúdo da Biblioteca do Congresso Norte Americano, considerado o mais completo do mundo. A sensação é que estamos, literalmente, afogados num oceano de informação, num caos documentário sem precedente na história, que originou uma explosão de informação, mas que nos leva para longe de atingir uma revolução do conhecimento.

Gostou do assunto? Quer saber mais sobre como gerenciar de forma estratégica as informações de sua empresa e aplicar os conceitos e ferramentas da inteligência competitiva?

Então, participe do curso Inteligência Competitiva na Prática.

Confira algumas informações sobre o curso

Data: 04 de julho de 2007
Carga Horária: 8h
Local: Alameda Ribeirão Preto, 130 - São Paulo - SP

Principais tópicos discutidos no curso:

Unidade I – Serviço de inteligência empresarial
Unidade II – O gerenciamento estratégico da informação
Unidade III – Ética na inteligência empresarial
Unidade IV – Caminhos e desafios da gestão da informação
Unidade V – Construindo um Sistema de Inteligência Competitiva


Clique aqui para ver mais informações sobre este curso.


Fonte:

Os textos aqui apresentados não representam necessariamente a opinião e/ou posicionamento da Catho Educação Executiva e são de inteira responsabilidade dos seus autores.

Veja também:
A arte de transformar informação em oportunidades   05/06/2007

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