(O papel da mulher na sociedade vem mudando com o passar dos anos.
Hoje a mulher está adotando, cada vez mais, uma postura atuante, não apenas pelos seus próprios esforços mas também pelas exigências do mundo moderno, que obrigou os homens a abrirem mão de sua atitude dominadora e caminharem no sentido de uma parceria necessária e enriquecedora.
Os principais motivos que estão levando a mulher ao mercado de trabalho estão cada vez mais voltados à necessidade de ajudar na renda familiar. Hoje em dia o mercado de trabalho está restrito e é comum mulheres assumirem as despesas da casa quando seus maridos perdem seus empregos.
Em muitos casos é a mulher quem trabalha fora e o marido fica em casa para cuidar dos filhos.
Durante a Segunda Conferência Internacional da Mulher Socialista, em Copenhague, em 1910, uma mulher chamada Clara Zetkin propôs que fosse criado o Dia Internacional da Mulher, sendo escolhido o dia 8 de março porque nessa data, em 1857, cento e vinte e nove tecelãs de uma fábrica de tecidos, em Nova Iorque, foram carbonizadas durante uma reivindicação por melhores condições de trabalho. Em 1975, a ONU incluiu o dia 8 de março em seu calendário oficial de comemorações, e a data passou a ser reconhecida como marco da luta feminina pela defesa dos direitos humanos.
Antigamente, mulheres que trabalhavam fora de casa eram certamente motivo de polêmica. Ainda assim, mulheres como Chiquinha Gonzaga ousaram enfrentar os preconceitos e conquistaram espaço. Mas ela era uma das poucas em sua época. A revolução feminista foi um início, e dos sutiãs queimados em praça pública à ocupação de espaços considerados masculinos, décadas de uma guerra social surda e cruel se passaram.
Para muitas mulheres a parte mais difícil de ingressar no mercado de trabalho é deixar os filhos. Primeiro, vem a dúvida de com quem e onde deixá-los e, depois, o sentimento inevitável e superável de culpa por 'abandoná-los', mesmo que seja para que a qualidade de vida deles melhore.
É claro que ainda existem muitas mulheres fora do mercado e que trabalham cuidando dos filhos e da casa, mas é crescente a quantidade de profissionais do sexo feminino que estão disputando em condições de igualdade e muitas vezes de superioridade um determinado emprego.)