Meu primeiro emprego - - 75ª Edição
 

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09 de abril de 2001
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Artigo
MEU PRIMEIRO EMPREGO
Cristina Balerini


Você lembra como foi a busca pelo seu primeiro emprego? O medo de não conseguir entrar no mercado de trabalho e a insegurança na hora de participar de um processo de seleção são os maiores receios que todo profissional em início de carreira enfrenta. Cursar uma faculdade de primeira linha, dominar um segundo idioma e estar por dentro da informática conta pontos para o sucesso na carreira. Manter-se informado e antenado com o que acontece pelo mundo, também.

Segundo o último levantamento feito pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística batizado de Síntese de Indicadores Sociais 2000, na década de 90, a escolaridade média dos jovens de 15 a 24 anos aumentou 1,2 ano e a proporção de trabalhadores nesta faixa etária caiu de 59,2%, em 1992, para 51,7%, em 1999. A redução na taxa de ocupação pode ser resultado de uma opção dos jovens pelos estudos ou das dificuldades do próprio mercado em absorvê-los.

Os jovens brasileiros estăo ingressando cada vez mais cedo no mercado de trabalho. Em 1997, dos 10,3 milhões de adolescentes de 15 a 17 anos, apenas 13,9% trabalhavam, enquanto 22,6% trabalhavam e estudavam. Somente cerca de 50% dedicavam-se apenas aos estudos. Na faixa de jovens de 18 a 19 anos, a proporçăo daqueles que apenas estudavam cai para 25,7%, enquanto 32,6% dedicavam-se somente ao trabalho. E 20,1% dividiam-se entre os estudos e o trabalho

Mesmo possuindo um diploma de curso superior em mãos, a dificuldade para ingressar no mercado de trabalho ainda é grande, principalmente se levarmos em consideração que muitos dos jovens formam-se em faculdades consideradas medianas, sofrendo com o preconceito durante um processo de seleção. Um outro ponto ressaltado pelos futuros profissionais é que as faculdades estão longe, muito longe de preparar os jovens para o mercado de trabalho.

O resultado disso tudo é que a maioria dos jovens não tem a mínima idéia de como se preparar para ingressar no mercado de trabalho. Um exemplo: uma carreira de sucesso não precisa, necessariamente, estar baseada em um diploma de nível superior. Atualmente os cursos técnicos estão se destacando como uma boa opção entre os jovens que não têm como cursar uma faculdade. Muitos desses cursos são gratuitos e procuram oferecer ao aluno uma formação nas áreas que hoje estão em expansão, como Turismo, Meio Ambiente, Hotelaria e Tecnologia da Informação.

Diante desses fatos, chegamos a uma conclusão: atualize-se sempre. Participe de cursos e concursos, sempre que possível. Nunca perca a oportunidade de escrever e falar sobre o tema que lhe interessa. Se estiver difícil conseguir a primeira oportunidade de trabalho, busque um estágio não remunerado que lhe dê a chance de estar em contato com pessoas da sua área. Toda iniciativa é válida.


Cristina Balerini é sub-editora da Revista Vitória! Jovem, uma publicação do Grupo Catho voltada para pré-universitários e universitários (www.catho.com.br/vj).

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