A importância do Feeback

Alessandro NatalPorque essa ferramenta tão pouco utilizada é fundamental para o desenvolvimento profissional das empresas e seus colaboradores ?

Uma pesquisa realizada pela UNIC Gestão e Negócios Empresariais, com 150 empresas do Brasil de grande, médio e pequeno porte perguntou: você recebe Feedback com frequência? As respostas forma 70% “não” e 30% “sim”.

O Feedback é uma ferramenta que auxilia na comunicação e desenvolvimento de qualquer profissional. Ele é necessário em qualquer processo para avaliar o resultado do que foi planejado e o que está sendo alcançado. Na avaliação de pessoas, ele contribui com informações sobre comportamentos que necessitam de melhoras.
Na relação entre chefes e colaboradores o feedback é utilizado para duas situações: a primeira para que o líder avalie o desempenho do colaborador no processo em que ele trabalha; a outra para o próprio líder corrigir alguns comportamentos que estejam prejudicando o colaborador e, em conseqüência, a equipe de trabalho.
Existem quatro tipos de Feedback para o desenvolvimento do profissional:
Positivo: estimular que um comportamento adequado se repita;
Corretivo: corrigir um comportamento inadequado, com a finalidade que ele não ocorra novamente;
Insignificante: tão vago ou genérico que a pessoa que o recebe não tem certeza do seu propósito;
Ofensivo: ocorre devido a falta de treino em dar feedback corretivo.
Muitos profissionais não estão preparados para dar e receber Feedback, pois ele é uma informação sobre desempenho, conduta ou ação executada pela pessoa. Na maioria das vezes os profissionais acabam inserindo erroneamente opiniões e conselhos como “isso não tem nada haver com feedback”.
De qualquer maneira, também existe ainda uma grande dificuldade em receber feedback corretivo, pois, neste processo, temos de aceitar as nossas ineficiências e ver que contribuímos para o problema. Ao receber um feedback, primeiro a pessoa rejeita a ideia, depois sai com raiva e precisa de um certo intervalo para raciocinar e aceitar. Só então há o ajuste no comportamento e sua consequente melhora. Quem dá o feedback tem que conhecer esse tempo que as pessoas precisam para assimilar.
Além disso, existe ainda certa dificuldade em dar feedbacks assertivos.  Isso acontece porque há uma preocupação com a reação do outro, daí são inseridas opiniões, conselhos, pontos de vista e a informação não é passada como deveria. Também existe o temor da rejeição.
A prática ideal do feedback é aquela em que ele se encontra inserido no contexto do trabalho e nas relações hierárquicas de forma natural e contínua. Para isso um trabalho de conscientização é fundamental. Nas empresas em que esse processo é muito escasso, há geralmente problemas na comunicação, desentendimentos na equipe, desmotivação de colaboradores e o pior, prejuízo financeiro.

Estamos preparados para a batalha da concorrência?

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