Seja criativo, mas nunca esqueça da ética

Uma das competências mais exigidas e valorizadas pelas empresas e lideranças é a criatividade dos colaboradores. Na busca por apresentar ideias criativas e soluções inovadoras, alguns profissionais podem escolher atalhos éticos, ações que infrinjam códigos de conduta da empresa e ser menos honesto em suas abordagens profissionais.

Abordagens criativas exigem ideias “fora da caixa” e que fujam de certos padrões estabelecidos, mas nenhuma ação disruptiva ou inovadora tem o direito de afetar as estruturas organizacionais, as regras e os códigos éticos. Isto porque uma ideia criativa pode destruir uma empresa se não for validada eticamente.

Este é um problema extremamente grave. Profissionais criativos possuem uma tendência natural de colocar a inovação a frente de regras e tradições. Se estes colaboradores não tiverem um acompanhamento de líderes, que garantam o respeito às leis e a condutas éticas, toda a criatividade se torna uma arma contra a própria organização.

Portanto, criar, desenvolver e manter uma equipe com perfis diversificados é sempre a melhor opção, principalmente quando os perfis se somam para garantir a execução de uma abordagem impossível de ser conduzida se a equipe for formada por apenas um tipo de perfil.

Equipes formadas apenas por criativos tendem a ser fontes inesgotáveis de ótimas ideias e com enorme energia no início dos projetos. Porém, como dito, parte dessas ideias pode gerar consequências negativas para a credibilidade da empresa, principalmente por eliminarem os processos burocráticos.

Equipes formadas apenas por conservadores tendem a garantir a confiança e a imagem que a empresa construiu ao longo do tempo, além de ter foco nas consequências de longo prazo e na conclusão dos projetos estabelecidos. O ponto fraco são as suas ações, que tendem a ser engessadas e com excessos de controles.

Portanto, não existe um perfil melhor ou pior. A somatória de características, apesar de ser uma máquina de conflitos, é sempre a melhor opção para que as empresas avancem em seus projetos e se adaptem às realidades do mercado.

Agora se você deseja ser um melhor profissional, desenvolva as duas características ou, principalmente, a que tiver mais dificuldade. Se busca por criatividade, pergunte-se: o que posso fazer para resolver este problema? Se precisa fortalecer sua ética, pergunte-se: eu deveria fazer isto? Esta ação está alinhada à cultura da empresa?

Se tiver dúvidas, sempre pergunte para sua liderança ou para o RH. Eles têm a obrigação de te ajudar nestas questões. E você? Se percebe mais criativo ou ético? Ou acha que consegue equilibrar bem estes dois pontos?

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Sobre o autor
Allan Lopes é  Coaching Sistêmico, membro da Internacional Coach Federation, Master Practitioner em PNL e especialista em gestão de performance e em processos de mentoring e coaching aplicados ao ambiente corporativo. Sócio da Soar Desenvolvimento Humano e responsável pela área de Consultoria em Recursos Humanos.

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