5 dicas para minimizar os conflitos entre gerações no mercado de trabalho

Geração Y provoca inovação e o mercado precisa inovar

Conflito de geraçõesDe acordo com Beia Carvalho, palestrante e presidente da consultoria Five Years From Now®, um choque de desencontros acontece quando a geração de apolíticos, tecnológicos, globalizados, digitais e não lineares entra no mercado de trabalho e encontra chefes que fizeram grandes transformações sociais, políticas e que criaram raízes nas empresas adotando uma hierarquia rígida, analógica e totalmente linear.

Com idade entre 15 e 33 anos, representando 47% dos profissionais do mercado de trabalho, a Geração Y possui autoestima elevada, concebe o mundo em redes e produz no formato multitarefa. De outro lado, as empresas enfrentam um grande enigma: entender essa geração e fazer a gestão correta para que cumpram as estratégias e metas corporativas. Como motivá-los?
Em meio às comemorações do 5º aniversário de sua consultoria, Beia Carvalho compartilha 5 dicas para empresas que desejam minimizar conflitos entre os colegas de diferentes gerações:

1. Engajamento

Se no século 20 o verbo era ‘obedecer’, no século 21 temos o ‘engajar’. Como mandar é muito mais simples que envolver, muitas empresas entram em conflito com a Geração Y, que compartilha tudo, inclusive a liderança. Assim, descobrir conteúdos corporativos capazes de engajador esses jovens é fundamental: uma questão que pode abreviar a vida de muitas empresas.

2. Inovação

Não basta clamar por profissionais inovadores se os métodos para alcançar resultados são ultrapassados e imutáveis dentro da empresa. É preciso livrar-se da aura de preconceito criada em torno da geração Y e juntar forças para aprender, captar e assimilar a aura de inovação que essa geração traz consigo.

3. Colaboração

A geração Y culpa as gerações anteriores pela destruição do mundo e da irresponsabilidade diante das gerações futuras. Esse fato fornece indícios para o desejo demonstrado pelos Y de trabalhar em empresas que façam a diferença no mundo. Sustentabilidade, portanto, é um dos possíveis conteúdos com poder de engajar essa geração. Em uma sociedade que vive em modo beta, onde as coisas estão em constante fase de testes, construção e experimento, a colaboração não é opcional: é intrínseca e valiosa para o sucesso dos negócios.

4. Mentoring

É começar a se questionar: ‘por que fazê-lo e quais opções existem e fazem sentido para a organização’. Quais as melhores práticas para treinar, ensinar, apoiar e guiar esses jovens rumo ao amadurecimento emocional e, numa inédita combinação com suas habilidades geracionais, alcançar os objetivos da empresa. É estabelecer uma relação de diálogo, aprendizado e desafios.

5. Experimentalismo

Para as empresas que não apreenderam o conceito modo-beta, é imperativo que o façam. Para as que já incorporaram essa noção de aperfeiçoamento em contraposição ao conceito industrial de perfeição, é hora de começar a introduzir, mesmo que em uma área teste, a noção de que daqui em diante viveremos num mundo em modo beta: tudo sempre poderá ficar melhor e melhor, porque conta com a colaboração e o compartilhamento de ideias e aperfeiçoamento, mas nada nunca mais ficará perfeito.
E a provocação final é: se as empresas ainda estão presas em seus preconceitos em relação à geração Y, imagine o furor que a geração Z fará no mercado daqui bem menos de 5 anos?
Saiba mais em http://www.slideshare.net/beia/5-geraes-no-mercado-de-trabalho

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