A influência da ansiedade no mundo corporativo

Metas, cobranças e expectativas no mundo corporativo, são fatores que incidem diretamente no psicológico das pessoas, bem como na ansiedade dos profissionais. Conhecer o que causa este sentimento é um trabalho de autoconhecimento e paciência, aprender a lidar com a ansiedade é um exercício diário de administração de características pessoais e, também, um convite para aplicação da tolerância no mundo corporativo.

Somos cobrados constantemente, por metas e ideias que possam melhorar um departamento ou, até mesmo, o negócio da empresa. Para os mais jovens domar o imediatismo é uma das metas a serem vencidas, pois, eles não possuem a paciência necessária para passar pelas fases e exigências que as empresas estipulam para alcançar cargos e salários mais altos.

A ansiedade é um quadro de excitação psíquica, desencadeada por uma ameaça configurada pela mente, os sintomas são a pressa, a tensão, desconforto físico, aceleração da mente e predomínio de ideias negativas. Para o Dr. Issac Efraim, médico psiquiatra e especialista em ansiedade, “o esgotamento é a consequência do quadro de ansiedade crônica, repetidos quadros de ansiedade aguda ou, até mesmo, Síndrome do Pânico, em que o sintoma principal é a falta de energia física e psíquica”, explica.

No mundo corporativo este é um quadro recorrente e de alta incidência (acima dos 30%), e é o principal diagnóstico dos executivos no consultório, junto com o diagnóstico de depressão. O excesso de estímulos e de pressão, a necessidade de obter resultados, medo da perda do emprego, situação financeira difícil, situação econômica do país complicada, acirramento de competição entre empresas e, principalmente, dentro da organização em que atua, são os principais motivos para o aumento da ansiedade.

As conseqüências em seu nível disfuncional diminuem a produtividade, tira a clareza, impossibilita visão estratégica, diminui o ritmo de resultados positivos, embora, acelere a pessoa, causa doenças psicossomáticas como infarto e hipertensão e, também, aumenta o stress.

Para reverter o quadro de ansiedade e não deixá-la tomar conta da situação é necessário uma mudança de pensamento, segundo Cecília Camargo Rosário, consultora da Atitude Desenvolvimento Empresarial, “a ansiedade nada mais é do que um sistema de defesa do nosso corpo, se pensarmos em um determinado assunto de forma positiva, é possível evitá-la”.

Como a inquietação está associada ao futuro, definir um plano de trabalho com metas possíveis, que atendam a necessidade tanto do profissional, quanto da corporação, podem levar a uma diminuição de ansiedade do colaborador. Duas dicas fundamentais para mudar este quadro, segundo Rosário, são “após construir uma visão positiva da situação, estabeleça seus limites e não faça comparações com outras pessoas”.

Como administrar a ansiedade

 

O ser humano está acostumado à comparação, e hoje, devido à alta tecnologia  e ao padrão estabelecido pelas redes sociais e pelos meios de comunicação, faz com que se comparem diariamente com pessoas bem sucedidas profissionalmente, e até mesmo na vida pessoal.

Administrar a ansiedade torna-se palpável e é um grande diferencial para quem almeja conquistas no mercado de trabalho, segundo Fernando Elias José, psicólogo e mestre em cognição humana pela PUC RS e especialista em terapia cognitivo-comportamental, “a maneira mais eficaz de preparar-se é administrar as características pessoais, reavaliar conceitos e conscientizar-se de suas necessidades, buscando desenvolver virtudes e competências individuais para lidar com o todo”. A empresa que perceber seus colaboradores poderá oferecer a eles a oportunidade de auto-desenvolvimento que fará grande diferença no mercado, assim como, o profissional empenhado em desenvolver seu potencial junto à empresa.

Os profissionais precisam desenvolver suas habilidades nas relações humanas, pois no decorrer da vida e principalmente no ambiente corporativo e no mercado de trabalho, em que existem muitas pressões e concorrência envolvidas, existirão situações que causarão ansiedade e os tirarão da zona de conforto, mas que, ao encará-las como desafios, certamente terão melhores condições de superá-las. As empresas, por sua vez, devem respeitar as diferenças e aprender a comunicar-se criteriosamente com cada indivíduo, obtendo, desta forma, o melhor resultado, tanto para o funcionário, quanto para a organização.

 

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