Sua possível demissão é produto de imaginação ou realidade?

Em momentos de cortes nas empresas e crises que causam desemprego, um sentimento de medo e pânico começa a tomar conta das organizações, em que o profissional, por melhor que seja, teme ser desligado a qualquer momento.

Esta paranoia impacta no comportamento dos profissionais e um olhar diferente do líder, um tom de voz mais áspero ou, até mesmo, um “boa noite” sem resposta (pela distração da outra pessoa) são suficientes para dar a falsa impressão de certeza ao colaborador de que o seu fim na empresa se aproxima.

Apesar do cenário parecer favorável a estas distorções de interpretações da realidade, o profissional deve fazer um movimento contrário, mesmo que isto exija energia. Caso não, o medo e a preocupação sobre o seu futuro aumentarão, o que pode afetar motivação e produtividade, nesse caso, sim, facilitando o seu desligamento no futuro!

Trabalhe corretamente os seus pensamentos (Tenha inteligência emocional)

É essencial que o profissional consiga sair desta zona de pensamentos negativos e tomar contato com a realidade o mais rápido possível. Saber evitar estas fantasias, controlar as suas emoções e diferenciar o que é imaginação do que é realidade é uma competência extremamente exigida nas empresas e fundamental para o seu crescimento na carreira. Esse posicionamento é conhecido, também, como inteligência emocional.

Para facilitar este contato com a realidade, desenvolver a inteligência emocional em seu ambiente de trabalho e entender se a sua empresa realmente sofre com a crise, analise e responda as seguintes perguntas:

  • Sua empresa tem conseguido atingir as metas estipuladas para o ano ou a saúde financeira está comprometida?
  • Com que frequência as pessoas tem sido demitidas na sua empresa? Isto ocorre de forma isolada ou atinge uma boa parte dos departamentos?
  • Quando as demissões ocorrem, os desligamentos são feitos baseados em péssimo desempenho ou para reduzir os custos de altos salários?
  • As equipes de trabalho estão mais ociosas? Falta trabalho ou a demanda dos seus clientes têm caído?

Seja responsável e avalie a sua conduta profissional

Feita esta análise, você deve, também, rever a sua atuação. Geralmente, as demissões, mesmo em momentos de crise, são motivadas por baixo desempenho, pois a cobrança por resultados aumenta e muitos profissionais não conseguem responder adequadamente a esta expectativa da liderança ou da empresa.

Sendo assim, avalie o seu desempenho com frequência. Revise as suas últimas avaliações de desempenho para identificar pontos de melhoria nos quais você não tem atuado. Caso a empresa que você trabalha não ofereça uma avaliação, procure por feedback, mesmo que informal. Chame o seu líder para um café e pergunte como você pode melhorar o seu desempenho e ajudar a empresa a crescer.

Sinais de que sua demissão está próxima

Porém, estas ações de melhoria podem ser tarde demais quando a liderança já identificou em você problemas claros de desempenho. Assim, para saber se você está na mira dos desligamentos, é importante refletir sobre as seguintes perguntas:

  • Você não é mais convocado para reuniões que costumava participar?
  • Sua liderança não se preocupa mais em te atualizar sobre as decisões, novos projetos e mudanças da empresa?
  • Suas responsabilidades estão diminuindo gradativamente?
  • Você foi orientado para ensinar alguém sobre suas atividades atuais ou repassar algum conhecimento que só você possui?

Se você respondeu positivamente à maioria das perguntas, preste atenção nesse risco. Porém, como esta é uma análise subjetiva, o ideal é buscar a informação real. Converse com o seu líder e pegunte claramente quais são as expectativas da empresa sobre seu futuro! Uma conversa dessas não é fácil, mas te garanto que é melhor que continuar a sofrer com o medo e passar noites em claro com tanta preocupação.

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Sobre o autor
Allan Lopes é  Coaching Sistêmico, membro da Internacional Coach Federation, Master Practitioner em PNL e especialista em gestão de performance e em processos de mentoring e coaching aplicados ao ambiente corporativo. Sócio da Soar Desenvolvimento Humano e responsável pela área de Consultoria em Recursos Humanos.

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