Bruno Caravati: CEO da Fundação Fisk

Bruno Caravati, CEO da Fundação FiskA aproximação dos megaeventos esportivos de Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil levanta a questão de como estamos em relação ao conhecimento de idiomas estrangeiros. Pensando nisso, a Fundação Fisk, detentora das marcas Fisk e PBF, oferece o curso “May I Help You?”, voltado ao atendimento a turistas que visitarão nosso país nos próximos anos.

Atualmente, a Fundação Fisk tem mais de 1,2 mil escolas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, e para falar sobre o sucesso da rede, entrevistamos o CEO da Fundação Fisk Bruno Caravati, que nos conta também sobre a repercussão do curso voltado ao turismo e sobre a expansão das franquias da empresa.

A adesão ao curso para atender os turistas estrangeiros vem despertando maior interesse nos últimos tempos?

Tivemos um bom retorno, mas esperávamos muito mais. O interesse do público existe, mas acredito que aquém da expectativa do mercado. Infelizmente, até o momento as pessoas não se interessaram da forma esperada, até porque o DNA do brasileiro é conduzido no “vamos levando e improvisando”. Talvez para o começo do ano que vem a procura seja maior.

E as empresas, têm se preocupado em capacitar seus profissionais neste sentido?

Essa relação tem crescido bastante nos últimos 4 anos, mas acredito que as organizações deveriam investir muito mais em seus colaboradores. Saber mais de um idioma é muito importante, e hoje o mercado também cobra isso do profissional.

Como foi pensada a formatação deste curso?

O “May I Help You?” apresenta o inglês para pessoas que nunca tiveram contato com o idioma. É um curso rápido, de fácil assimilação, e que proporciona uma boa relação entre os formandos e os estrangeiros que virão Brasil para os megaeventos esportivos.

Quais são as metas de expansão da Fundação Fisk em relação às franquias?

Há 7 anos, traçamos uma meta de que, por ano, teríamos que abrir 50 franquias. Até o ano passado conseguimos até ultrapassar este número, e em 2013 estamos bem encaminhados com as franquias da Fisk e da PBF.

Na sua visão o empreendedor brasileiro vem amadurecendo?

Bastante. Se voltarmos ao início dos anos 90, muita coisa mudou. Nessa época, o boom das franquias começou, o que alavancou muitos mercados e áreas profissionais. Hoje, o emprego está cada vez mais difícil, e o empreendedorismo é uma saída encontrada por algumas pessoas também.

O DNA da Fisk está na criação das franquias. Quais os principais desafios em gerir tantas unidades?

O ser humano, sem dúvidas. Imagina administrar mais de mil franquias, com profissionais diferentes, e que têm pensamentos divergentes. O grande desafio é existir harmonia, o que conseguimos atingir em nossa empresa.

A Fisk possui franquias desde 1961, quando o conceito de rede de lojas não era muito bem formatado. Naquela época, denominamos as franquias como “método autorizado”. Dávamos autorização para outras instituições utilizarem nossos métodos e materiais.

Em linhas gerais, o que é necessário para abrir uma franquia da Fisk?

Muita vontade de fazer acontecer, e o investimento inicial de R$50 mil ou mais, dependendo do tamanho da unidade. Damos todo o suporte, mas é necessário trabalhar muito, pois não é algo que de um dia pro outro está funcionando perfeitamente e dando um lucro excepcional.

As pessoas pensam que o retorno é fácil por estarmos há muito tempo no mercado, mas depende muito do esforço do empreendedor para que o negócio dê certo também.

Vocês já têm escolas instaladas na Argentina, Paraguai, Japão, Bolívia e Angola. Como vai o andamento dessas franquias?

Nosso grande carro-chefe é a Argentina, com mais de 50 lojas. É um mercado dificílimo, talvez o mais complicado entre todos os países onde nos fazemos presentes, mas já estamos lá há quase 30 anos.

O sistema de ensino/estilo de aula é o mesmo em todos esses países ou existem particularidades respeitando a cultura de cada um?

O padrão Fisk é um só, independentemente do país onde a escola está inserida. Claro que cada cultura e país tem dificuldades diferentes, mas respeitamos a aplicação do método para todas as unidades.

A Fundação Fisk também é detentora da PBF, que é caracterizada por estar presente principalmente em municípios pequenos e médios. Por que essa estratégia?

A PBF foi originada da marca Pink And Blue Freedom, uma escola de inglês que era voltada apenas para crianças. Após uma crise na companhia, compramos a marca e transformamos em PBF, oferendo cursos também para adolescentes e adultos. Para não bater de frente com a Fisk geograficamente falando, resolvemos inserir a escola em polos menores.

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