Conheça Marcelo Pinto, o palestrante do bom humor

Marcelo Pinto, o Dr. RisadinhaCriar um ambiente leve e bem-humorado de trabalho é essencial para qualquer profissional desemprenhar suas atividades com excelência. É com este pensamento que Marcelo Pinto, advogado de formação, aplica palestras com a temática do riso nas organizações.

Sua vasta experiência como voluntário em hospitais com o apelido de Doutor Risadinha, juntamente com sua visão sobre questões como assédio moral no trabalho, o inspirou a tratar o tema do bom humor de forma didática e inspiradora, a fim de transformar o clima organizacional de equipes e de empresas como um todo.

Confira!

Realmente falta bom humor nas empresas?

Esta questão vem passando por uma grande mudança nos últimos tempos. As organizações perceberam que funcionários bem humorados são mais produtivos e adoecem menos, faltando poucas vezes ao trabalho. Uma pessoa bem-humorada também fica mais predisposta a ajudar seus colegas, o que ajuda a diminuir conflitos no dia a dia. O humor, inclusive, deve ser encarado como uma competência, já que a maioria das pessoas se desliga das empresas por conta de critérios comportamentais. Uma pessoa bem humorada permanece mais tempo na companhia, e se automotiva muito mais facilmente.

Você trabalhava na área jurídica antes de iniciar o trabalho como Dr. Risadinha. Como começou esta história?

Em meados dos anos 90, eu trabalhava como gerente jurídico em uma empresa, e acompanhava muitos processos trabalhistas, audiências e coletivas. Com o tempo, percebi que a maior parte das ações era em decorrência do desgaste da relação entre subordinados e líderes. Escutava depoimentos de pessoas elogiando a empresa, mas criticando os gestores. A recorrência destes casos começou a me chamar a atenção.

Já em 1997, migrei, como gestor da empresa, para a área de Recursos Humanos. A partir daí, ficou mais interessante ainda, pois passei a ter contato direto com as lideranças. Constatei que, nos departamentos onde a gestão era mais descontraída e leve, o clima desenvolvia funcionários mais engajados. No entanto, nas áreas onde a reclamação da chefia era recorrente, os resultados não vinham e o grupo era apático e desmotivado.

Comecei a perceber o quanto atitudes bem humoradas, principalmente por parte do líder, impactam positivamente em seu grupo. E, ao mesmo tempo, também notei como atitudes e brincadeiras de mau gosto geravam processos de assédio moral, como piadas preconceituosas e apelidos pejorativos.

Quando viu que o tema poderia ser a inspiração de sua atual profissão?

Marcelo Pinto, o Dr. RisadinhaParalelamente ao cargo de gerente de RH, eu desenvolvia um trabalho de voluntariado em hospitais, mandando a mensagem do poder terapêutico da risada. Daí que surgiu o apelido Doutor Risadinha.

Com esta experiência, comecei a relacionar as duas situações e ver como esta questão do riso também poderia ser empregada no ambiente de trabalho. A partir daí, como eu fazia muitas palestras nos hospitais como Doutor Risadinha, fui convocado a substituir um profissional que iria palestras na empresa onde eu atuava, mas na pôde comparecer. Fiz a apresentação para o pessoal da Sipat (Semana Interna de Prevenção a Acidentes do Trabalho) sobre risoterapia e, logo em seguida, me chamaram para uma apresentação com o mesmo tema no sindicato patronal. Então, segui a diante, escrevi um livro sobre o tema, o “Sorria, você está sendo curado”, e o número de palestras começou a aumentar. A partir de 2009, comecei a trabalhar bastante com empresas, sindicatos, associação e escolas, de forma gratuita. Em 2011, larguei tudo e me dediquei exclusivamente à carreira de palestrante.

E como fazer as pessoas praticarem o bom humor nas organizações?

Desenvolvi um método, baseado nas iniciais da palavra S.M.I.L.E. (Sorria, Mudança de atitude, Identificar oportunidades, Liderança positiva e Envolver e executar) a fim de inserir programas de descontração dentro das empresas de maneira responsável.

Atualmente, o que motiva as empresas a te chamarem para palestrar?

Venho identificando uma grande aceitação nesta questão da gestão do humor, até pela curiosidade na proposta. Como está ligado a clima organizacional e assédio moral, existe uma grande procura. Tem gente que pensa que só vou entrar na empresa para fazer as pessoas rirem, mas é muito mais do que isso.

Você tem um livro para ser lançado ainda neste mês. Sobre o que ele fala?

Pode parecer mentira, mas dia 1 de abril é conhecido como o Dia Internacional da Diversão no Trabalho, e pretendo lançar a obra perto desta data. No “O Método S.M.I.L.E. para Gestão do Humor no ambiente de trabalho – Um guia prático para humanização corporativa”, apresento dicas práticas de como usar o bom humor numa ampla variedade de funções administrativas, operacionais e gerenciais, através de técnicas simples e de baixo custo que qualquer um de nós pode usar, sem necessariamente ser comediante, engraçado ou piadista.

Para conhecer mais sobre o trabalho de Marcelo, acesse seu site.

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