Liderando equipes pela primeira vez

Liderar uma equipe, seja ela de 5 ou 100 colaboradores, é uma tarefa complexa. Mais ainda quando se vai estrear na função, até pelas responsabilidades e desafios que virão pela frente.

De acordo com Alexandre Prates, coach e especialista em desenvolvimento humano, assumir uma primeira gestão tem alguns fatores críticos. Por isso, é preciso cuidado redobrado especialmente no começo.

Segundo ele, a primeira precaução é tentar identificar o cenário que o profissional está pisando. “A primeira gestão é algo que geralmente mexe com as pessoas e faz com que elas se motivem. E essa empolgação em demasia pode ser um problema”, afirma.

Prates explica que não é necessário chegar querendo mostrar muito serviço. “Mudar muita coisa logo de cara, principalmente em empresas que tenham uma cultura mais enraizada, pode não ser visto com bons olhos. Imagine uma organização na qual as coisas são feitas há 10 ou 20 anos do mesmo jeito e você chega impondo um modo de ser. Por mais que você esteja correto, passar por cima desta cultura seria um perigo.”

Além disso, ele afirma que muitas pessoas, infelizmente, compreendem a liderança por uma ótica completamente equivocada, a de que “as pessoas precisam me servir”. “Quando, você, líder, deve servir as pessoas para que elas vejam um real motivo em se engajar com a sua liderança. A prepotência, em muitos casos, é um sistema de defesa para forçar uma autoridade, que de nada adiantará”, enfatiza.

De acordo com o especialista, isso não quer dizer que o novo líder tenha que se omitir ou deixar de expressar sua opinião. “Só é preciso controlar a empolgação para realmente fazer as coisas no tempo correto. No começo, o envolver as pessoas deve ser a primeira grande preocupação do gestor.”

Depois, sim, vêm as mudanças de processos. “Se o novo líder inverter a ordem, tende a ser boicotado. É claro que as pessoas têm expectativas sobre o gestor, de que ele vá organizar a empresa, mas engajar as pessoas é fundamental para que ele conquiste os resultados esperados”, afirma Prates.

Jovem líder: erros e confrontos com outras gerações

Se liderar não é uma tarefa simples para qualquer profissional, imagine para um novato. “O líder mais jovem tem mais dificuldades, sim, até pela falta de maturidade na função. A pouca idade o faz cometer erros que um líder com mais experiência de vida não cometeria, mas é normal. O líder sênior de hoje muito provavelmente também errou no passado. Faz parte do processo.”

Algo que já vem acontecendo muito nas empresas são jovens (geração Y) liderando pessoas mais velhas (geração X, por exemplo). Isso certamente poderá ocasionar conflitos.

“Os jovens têm mostrado o seu talento e chegado a postos extremamente interessantes. Neste caso, é preciso ter uma maturidade de ambos os lados. É preciso que a pessoa mais experiente valorize a inovação e que o jovem valorize a experiência”, diz Prates.

E quando os confrontos são inevitáveis, a melhor receita é uma conversa franca e direta. “Não deixe nunca a fofoca tomar conta do ambiente. Um feedback imediato e até mesmo uma reunião para acertar as desavenças demonstra maturidade, transparência e deixa as coisas mais claras.”

Prates lembra também que nada resiste a um bom resultado. “O desempenho blinda qualquer profissional, especialmente alguém que está num cargo de liderança. É o maior escudo contra fofoca, picuinha, e ajuda a construir uma trajetória de sucesso”, conclui o coach.

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