Para o jogo que virá

Existem duas formas de trabalho em equipe que se autocompletam ao longo do tempo: O trabalho para o objetivo e o trabalho no objetivo. Para tratar desse assunto, gosto da analogia com o futebol, devido ao seu forte apelo popular e, por que não?, pedagógico. Para se tornar um craque é preciso força de vontade, disciplina e boa orientação técnica. Isso vale também para a equipe. De nada adianta um craque sozinho. Sem os demais jogadores para lhe darem o suporte necessário, ele desaparece e seu talento perde o brilho.

É só ter o entendimento de uma cadeia produtiva para entender a dimensão dessa analogia e a satisfação das empresas parceiras quando ninguém pisa na bola: O insumo chega na hora certa, o projeto do equipamento sai da prancheta redondo, a produção é concluída em tempo hábil, a mercadoria vai para a loja sem problemas, o consumidor não reclama da máquina que chegou impecável etc.

Quem é o craque nessa história? Todos, mesmo que o brilho do momento fique com esse ou aquele, tudo bem. O esquema só funcionou porque o zagueiro lançou a bola para o pé certeiro do médio volante, que sabe como o craque elabora o drible estonteante e supera a zaga para chutar no contrapé do goleiro. Isso é equipe. A comemoração deve ser coletiva.

Ok. Montou-se uma bela equipe. O gestor é um craque. Os objetivos para o ano estão traçados. Inicia-se o jogo. As metas começam a ser alcançadas. O mercado ajuda e a concorrência está um tanto quanto confusa diante do preparo da equipe adversária e sem agilidade para se movimentar com rapidez e lhe fazer frente… Gooool. Fechado o balanço do final do ano, o resultado aparece. Sucesso geral.

Só que ao longo desse percurso, toda a realidade também mudou, exatamente devido ao impacto causado pela empresa bem sucedida naquele ano. A equipe de craques teve uma função pedagógica e inspiradora, que vai modificar as estratégias da concorrência. Muito do que o líder do setor fez foi acompanhado de perto e copiado, por que não? Ou seja, no ano seguinte, o campeonato será muito diferente, porque a percepção do mercado mudou. É uma nova realidade, com novos obstáculos. Cada ano é uma nova realidade.

No Brasil há ainda o fator política. Troca governo, muita coisa também se altera. Até as regras do jogo podem ser alteradas, como tudo indica no momento. E as equipes não podem, jamais, se prender ao sucesso de ontem sem levar em conta as novas variáveis. Consequentemente, garantir as conquistas exige esforço redobrado, atenção multiplicada.

Quando a equipe está atenta a isso tido e sabe que não será fácil se manter na posição que alcançou, vai saber também lidar com a situação e fazer os ajustes em tempo real. Portanto, quando se conquista um novo patamar no mercado, os esforços para assegurar essa nova posição também se elevam. Mas esse é o sabor da realidade corporativa, a competitividade. Ter esse olhar, de desafio permanente a ser enfrentado, já é um passo para se garantir no jogo que virá.

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