Comportamento passivo no trabalho: até quando?

O comportamento passivo é o extremo oposto do comportamento agressivo. Esse tipo de postura prejudica quem possui, os membros da sua equipe e, principalmente, os resultados e a cultura da empresa. Pode ser desenvolvido em pessoas lideradas por profissionais muito agressivos ou em ambientes extremamente punitivos. A passividade surge como uma forma inadequada que a pessoa encontra para lidar e evitar as consequências dos conflitos.

O passivo é o profissional que “não atua” ou “não reage”. É o profissional que prefere ficar quieto diante de situações que podem gerar conflitos por achar que a sua opinião não é importante. Com medo de atrapalhar ou importunar, a pessoa prefere sair prejudicado do que afetar um terceiro.

 

As consequências do comportamento passivo

O comportamento passivo, geralmente, sobrecarrega o profissional. Afinal, por não impor a sua opinião e por acatar tudo que lhe pedem, precisa equilibrar as suas atividades diárias com novos pedidos e novas responsabilidades que serão adicionados ao longo do dia. A grande característica da passividade é a falta de habilidade em dizer “não”.

O acúmulo excessivo de atividades e responsabilidades gera outras complicações para o profissional. A pessoa pode aumentar a sua frustração por não conseguir trabalhar da forma que que espera. A baixa autoestima e o acúmulo de frustrações fazem com que os passivos explodam em momentos específicos de agressividade ou somatizem doenças, como: queda na imunidade, depressão, doenças nervosas (gastrite e úlcera), espasmos, tremores, dores repentinas especialmente na região abdominal, entre outras.

A sua inteligência e as suas habilidades não tendem a ser aproveitadas, já que a todo o momento o passivo fica preocupado em se esquivar de decisões. Assim, por mais competente que uma pessoa seja, as suas habilidades não serão vistas e nem reconhecidas e os seus cargos, geralmente, estarão aquém da sua capacidade.

Outro problema do comportamento passivo é a acomodação que pode ser criada na equipe destes profissionais. Como o passivo tende a assumir mais responsabilidades, principalmente dos membros da equipe mais manipuladores, o time não se desenvolve como um todo. A relação entre os membros é deteriorada e fica praticamente impossível esperar um resultado muito bom.

Assim como o profissional agressivo, os passivos tendem a usar esse mecanismo de defesa com certa frequência, adotando frases de justificativa como:

  • “Prefiro não prolongar as discussões para que não virem brigas maiores”;
  • “Dou espaço para que outras pessoas se expressem”;
  • “Você sabe fazer isso melhor do que eu, por isso deixei que escolhesse”;

 

Eu apresento um comportamento passivo?

O profissional passivo, geralmente, tem a voz é mais baixa, pronuncia as palavras com receio, sem a devida clareza, e tende evitar ao máximo expor o que pensa. O profissional prefere se omitir e aceitar o que a maioria achar melhor.

Tenta passar despercebido pelas situações, seja em sua comunicação ou, até mesmo, na aparência. Prefere se esconder usando roupas discretas, se mantendo sentado e praticamente imóvel. Pode, também, demonstrar poucas reações.

Outras características comuns são:

  • Não olhar nos olhos do interlocutor por muito tempo;
  • Rir por qualquer motivo;
  • Piscar muitas vezes;
  • Fazer movimentos nervosos com as mãos, como apertá-las, torcer os dedos, entre outros que demonstrem medo, ansiedade e insegurança.

 

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Sobre o autor
Allan Lopes é  Coaching Sistêmico, membro da Internacional Coach Federation, Master Practitioner em PNL e especialista em gestão de performance e em processos de mentoring e coaching aplicados ao ambiente corporativo. Sócio da Soar Desenvolvimento Humano e responsável pela área de Consultoria em Recursos Humanos.

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