Cresce taxa de desocupação em Salvador e região metropolitana

No último levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no acumulado dos seis primeiros meses de 2015, o estado da Bahia apresentou saldo negativo na geração de postos de trabalho em seis segmentos.
Em junho, a taxa de desemprego do país chegou a 6,9%, maior índice registrado para o mês desde 2010, quando alcançou 7,5%. Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou Salvador como a capital com o índice mais alto, com 11,9%, entre as seis cidades pesquisadas – Recife (8,8%), São Paulo (7,2%), Porto Alegre (5,8%), Belo Horizonte (5,6%) e Rio de Janeiro (5,2%).

Resultado da crise econômica, neste período a Bahia totalizou um saldo negativo de 9.124 postos de trabalho com carteira assinada – resultado que expressa a diferença entre o total de 51.867 admissões e 60.991 desligamentos – ocupando a 9ª posição no saldo de postos de trabalho dentre os estados da Região Nordeste, e a 25ª posição no Brasil em junho de 2015. Os números representam 237 mil pessoas sem emprego com carteira assinada na região, sendo que destes, quase 90 mil são jovens de até 24 anos.
Segundo o Caged, do começo do ano para cá, os setores que mais perderam vagas na Bahia foram a construção civil (-19.889 postos), serviços (-7.555 postos), comércio (-6.929 postos), serviços industriais de utilidade pública (-341 postos), indústria de transformação (-331 postos) e extrativa mineral (-27 postos).
Por outro lado, dois segmentos apresentaram saldos acumulados positivos no período: agropecuária, extrativismo vegetal, caça e pesca (+7.916 postos) e administração pública (+2.673 postos).

Medição da renda

Outro dado significativo que apresentou queda, de acordo com o IBGE, foi a renda média dos trabalhadores ocupados. No Brasil, o valor médio real que em junho de 2014 era de R$ 2.212,87, passou para R$ 2.149,10 em junho deste ano – queda de 2,9%.

O salário médio em Salvador passou de R$ 1.590,38, em maio, para R$ 1.579,50, em junho (redução de 0,7%), enquanto em outras capitais o rendimento do trabalhador apresentou aumento, como em Recife (2,2%), Belo Horizonte e Porto Alegre (1,1%, em ambos), Rio de Janeiro (0,8%) e São Paulo (0,7%).

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