A importância da sustentabilidade emocional

Com prática, paciência e persistência, você pode sustentar-se emocionalmente e ter a vida que merece e escolhe a cada dia

Colunista: Heloísa CapelasProgramas entusiasmados que provocam motivação pontual não se efetivam na vida das pessoas. É preciso disciplina mais do que entusiasmo, é preciso determinação mais do que motivação, é preciso vontade mais do que necessidade.

Buscar autoconhecimento é escolha, uma opção de vida para aqueles que querem a felicidade e o bem-estar como valores constantes em suas vidas. Normalmente, nós esperamos a doença para pensarmos na saúde, esperamos a velhice para pensarmos na juventude e esperamos a morte para pensarmos na vida. O autoconhecimento propõe mudar esse caminho.

Saúde é conquista, juventude é energia, e vida é oportunidade. Como você está conquistando, validando e sustentando sua juventude – ou, ainda, sua energia – e aproveitando a oportunidade que a vida lhe oferece para ser feliz agora?

Essa pergunta, nos meus últimos 20 anos de trabalho com transformação pessoal e aumento da inteligência emocional, social e espiritual, tem sido a mais difícil de ser respondida. A falta de contato com o próprio coração, a necessidade de atender às expectativas externas, a vontade de pertencer a um grupo e de estar na “moda” são fatores que, na maior parte do tempo, têm impedido as pessoas de identificarem suas próprias necessidades e vontades.

Consciência e presença

Dizer que é preciso ouvir o coração e fazer aquilo que ele lhe pede, para alguns, é egoísmo ou arrogância, mas, para nós, é consciência e presença. Como você pode cuidar de alguém se não se sente cuidado? Quando cuidamos do outro na carência, em nosso inconsciente, estamos pedindo para que o outro faça isso por nós também. Por outro lado, quando o cuidado vem de um coração tranquilo e preenchido, transforma-se em uma ação espontânea e leve que não cobra e nem espera a devolução do amor.

Vivemos num momento em que as pessoas dizem que não vale a pena amar, pois o outro não lhe devolve “na mesma moeda”. Por que deveria? Você ama e cuida por que quer ou por que precisa que o outro ame e cuide de você?

Aí está a diferença entre carência e amor próprio. Autoamor é dar sem esperar nada em troca, ou seja, uma escolha consciente. Já a carência é necessidade de que alguém faça por você aquilo que só você pode fazer com precisão, ou seja, amar-se.

Autoconhecimento gera autoestima. Autoestima, por sua vez, aumenta sua energia positiva e, consequentemente, produz saúde. Já a saúde traz longevidade e mais oportunidade de viver o presente com alegria e satisfação. Toda essa conquista vem, sem dúvida nenhuma, da capacidade de amar a si mesmo incondicionalmente e, para ser capaz disso, é preciso descobrir que o amor vem de dentro e que todo ser humano já nasce com essa capacidade.

Se você já descobriu, com a experiência, que amar é um exercício que exige paciência, persistência e prática, pode deduzir que, com esses três “Ps”, existe a possibilidade de sustentar-se emocionalmente e ter a vida que merece e escolhe a cada dia.

Heloísa Capelas é diretora do Instituto Hoffman Internacional, com sede nos EUA, e do Centro Hoffman, no Brasil. Especializada há mais de 20 anos no desenvolvimento do potencial humano por meio do Autoconhecimento e do aumento da Competência Emocional. Conferencista nacional e internacional, aplica cursos com a metodologia Hoffman, considerada por Harvard um dos trabalhos mais eficazes de mudança de paradigmas para líderes. Coautora dos livros “Ser + Inovador em RH”, “Ser + em Gestão de Pessoas” e “Master Coaches – Técnicas e relatos de mestres do coaching”. Para falar com a especialista, escreva para heloisa@centrohoffman.com.br. Visite também: www.heloisacapelas.com.br e www.centrohoffman.com.br.

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