Aqui estão quatro aspectos inovadores sobre… Inovação!

Está todo mundo querendo inovar e não é de hoje. Independentemente de setor, porte ou especialidade, as empresas em geral buscam por novos processos de gestão, novos modelos de negócio, novas relações trabalhistas, enfim, por toda e qualquer renovação que possa ser empreendida em benefício de melhores resultados – o que, evidentemente, também abrange a todos nós, os recursos humanos propriamente ditos.

O estímulo à inovação está tão fortemente presente no dia a dia das nossas companhias, seja na operação, seja nos cargos de gestão e direção, que alguns profissionais já relatam exaustão mental e emocional por se sentirem pressionados a inovar. Sob sua perspectiva, há aspectos tão práticos, tão lógicos ou tão contumazes da rotina de trabalho que, para o desespero do ‘inovadores’ de plantão, não parecem ser passíveis de qualquer mudança.

Mas aqui está o gap: porque miram em objetivos grandiosos e de altíssimo impacto, muitos ignoram o caminho que há por detrás da inovação efetiva. Por imediatismo, acham que terão um insight inovador de repente, do dia para a noite, um pensamento tão poderoso que conduzirá a uma mudança eficaz e diferenciada; enfim, uma solução que será digna de aplausos e reconhecimentos e marcará seus nomes para sempre na história.

Quem dera pudéssemos todos inovar assim, mas não, não é o que acontece! Para se criar algo efetivamente novo, nunca feito antes, é preciso e obrigatório cometer e converter pequenos erros em aprendizados, vivenciar pequenas conquistas e costurar a colcha de retalhos que, eventualmente, gerará uma transformação grandiosa.

Como especialista em autoconhecimento e inteligência emocional há mais de três décadas, tive a oportunidade de trabalhar com alguns dos maiores líderes do mercado nacional. E o que mais se sobressai em suas personalidades é a consciência de que errar é essencial para inovar. De que o novo só será melhor que o velho após muita tentativa e muito erro.

Por isso, preparei uma lista com aspectos inovadores sobre inovação, ou seja, breves considerações que, talvez, nunca tenham passado por sua mente na sua própria trajetória de inovação.

1 – Para inovar, é preciso perdoar

Não é óbvio? Se você não souber como perdoar a si mesmo(a) ou aos outros pelas falhas, criará um ambiente desfavorável a tentativas. Ou seja, não há espaço para erros quando e se os erros constantemente levam a punições e autopunições. Nesse caso, pode ter certeza de que sempre prevalecerá a regra de que ‘em time que está ganhando, não se mexe’.

2 – Para inovar, é preciso amor-próprio

“Você não tem competência”; “você não é capaz”; “você nunca vai conseguir”, “melhor desistir logo”. Sabe aquela vozinha que fica buzinando na sua cabeça toda vez que você falha? Pois é: enquanto ela não for calada, muito provavelmente, será difícil encontrar o caminho da inovação. E a
melhor forma de removê-la é a partir do amor-próprio, que lhe mostrará como praticar uma autocrítica equilibrada, em vez de pensamentos autodepreciativos e autodestrutivos.

3 – Para inovar, é preciso autoconsciência

Se você patina, patina e patina para inovar, mas não conseguiu se reconhecer nos tópicos anteriores (“vozinha? eu não tenho ‘vozinha’ nenhuma”; “Punição? Eu não puno ninguém, apenas digo que não gosto de erros”), peço para que volte os olhos para dentro e procure identificar com sinceridade: o que é que você está se dizendo e se contando de tão sério e de tão autodestrutivo que não consegue, nem mesmo, ouvir? Quais pensamentos negativos estão tão inseridos no seu fluxo mental que, diante da minha proposta, você nem mesmo consegue reconhecer? Autoconsciência: o pior adversário que você pode encontrar no seu caminho de inovação é você mesmo. Reconheça quais pensamentos e comportamentos seus estão jogando contra a sua própria criatividade.

4 – Para inovar, é preciso intuição

Intuição é sua parte pronta, sua sabedoria interna, sua inteligência espiritual. Ela já está aí, dentro de você, pronta para ser ouvida e acessada sempre que desejar. Mas, para que possa escutá-la, precisará equilibrar suas emoções e seus pensamentos. Por fim, para encerrar, eu só quero reiterar que inovação não é algo que acontece de fora para dentro: você inova a partir de si, sempre que escolhe diferente. Isso é o que fomentará sua criatividade, sua capacidade de pensar no que nunca pensou, de fazer como nunca fez. Comece devagar. Dê o primeiro passo. Com disciplina e paciência, pratique uma ação por dia. Que tal almoçar num restaurante diferente hoje? Que tal ir para o trabalho por um outro caminho?
Mudar a ordem das atividades do dia? Reorganizar sua mesa de trabalho?

Sobre Heloísa Capelas

Heloísa Capelas é CEO do Centro Hoffman e, há mais de 35 anos, está à frente do Processo Hoffman no Brasil – treinamento de autoconhecimento aplicado em 15 países e que já teve seus resultados cientificamente atestados. Por sua sala de aula, já passaram mais de 10 mil alunos, entre os quais algumas das principais lideranças e gestores do mercado nacional.
Autora dos best-sellers “O Mapa da Felicidade” e “Perdão, a Revolução que Falta”, Heloísa é reconhecida como uma das principais especialistas do País em autoconhecimento, inteligência emocional, inteligência espiritual e inovação pessoal.

Eu lancei um curso sobre felicidade mesmo em meio à…

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