A importância do idioma estrangeiro na área de Serviços

Idioma EstrangeiroO Brasil vem ganhando cada vez mais espaço no cenário internacional. Esta nova realidade acaba atraindo muitos estrangeiros, o que abre a necessidade de aprendermos idiomas como inglês e espanhol. Esta tendência fica ainda mais forte quando pensamos na proximidade dos eventos esportivos de Copa do Mundo e Olimpíadas e a necessidade de atender à grande demanda de pessoas vindas de todo o planeta. Um das áreas mais requisitadas neste sentido será a de Serviços, com os restaurantes e hotéis.

Garçons, camareiras, mensageiros, recepcionistas, entre outros profissionais já sentem a necessidade do aprendizado de um segundo idioma, mas ainda existe uma barreira entre a vontade de aprender e ter a autoconfiança de que conseguirão realizar o curso. O estigma com a língua estrangeira é algo difícil que muitas vezes acaba atrapalhando, mas aos poucos, até pela necessidade, este cenário vem mudando. “Acredito que existam dois lados. A empresa precisa motivar seus funcionários e estes também têm que se dispor a aprender. Tem gente que ainda não enxerga, de fato, as vantagens da aprender um idioma de fora”, conta Carla Riquet, coordenadora de Formação e Qualidade do SindRio (Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes). Segundo ela, existe muita procura por garçons que falam inglês, mas existem poucos para indicar. “Assim que aparece uma oportunidade, rapidamente encaminhamos o profissional, pois a demanda é muito grande”, diz.

A dinâmica e a didática das aulas para este público é bem diferente das utilizadas em um curso comum. “O pessoal de Serviços tem outro perfil e precisamos ensinar de maneira diferenciada. O conteúdo do curso é voltado totalmente à realidade deles, e depende também da organização contratante estimular estes profissionais com exercícios online, por exemplo. Temos casos de empresas multinacionais que investem nos profissionais que atuam em cozinha industrial, mas que acabam se relacionando com pessoas de diretoria e presidência”, relata Lígia Velozo Crispino, sócia-diretora da Companhia de Idiomas. Ela explica que existem aulas dentro dos restaurantes para realizar simulações. “É importante trabalhar também com a linguagem de cada empresa. Ensinamos de acordo com o cardápio e tipo de público que frequenta o estabelecimento”.

É muito difícil aprender uma nova língua se não conhecer a do seu próprio país. Na área de Serviços, a dificuldade com o português também é uma barreira para o aprendizado do inglês e do espanhol. “O medo e a vergonha são fatores que prejudicam muito o conhecimento de um novo idioma. Chegamos a realizar alguns cursos onde ninguém falava por conta da timidez. Nos preocupamos em separar as pessoas pelo nível de aprendizado para que não seja atrapalhada a evolução das aulas e para não inibir os alunos”, comenta a coordenadora do SindRio.

Mesmo nesta área, o inglês considerado básico não resolve. O material didático para iniciantes não atende a necessidades específicas. No caso de uma loja, para exemplificar, é desenvolvido um vocabulário muito singular das vestimentas e este tipo de linguagem não será encontrado em livros para quem está tendo o primeiro contato com a língua estrangeira. Lígia Velozo esclarece que um bom curso de inglês deve ter, no mínimo 600 horas, e qualquer um que tenha carga abaixo disto, irá atender à necessidades específicas, como no caso dos profissionais de Serviços.

Realidade atual

O idioma inglês é o mais procurado e a demanda aumenta a cada dia. O Brasil vem recebendo muitos expatriados nos últimos tempos, principalmente no ambiente profissional. Estas pessoas têm interesse no aprendizado do português, mas a presença deles gera um novo processo de comunicação – os brasileiros também precisam conhecer um idioma estrangeiro para facilitar a relação do dia a dia.

Os Estados Unidos e a Europa estão em momento de crise e o Brasil não possui pessoal qualificado para muitos segmentos econômicos. Isto cria um movimento conjunto de necessidade e procura. “Para atender esta demanda de Serviços, deveríamos começar a nos preparar para aprender o inglês há, no mínimo, dois anos. Mesmo realizando algum curso intensivo, é preciso tempo para a consolidação das estruturas da língua. Ninguém doutrina seu cérebro da noite para o dia “, opina Lígia.

Postura do chefe: favoritismo e indecisão são maiores insatisfações, diz…

Obstáculos da inclusão: PcD no mercado de trabalho

Imposto sobre 13º, férias e horas extras entra em vigor