Internet aproxima serviços socioassistenciais

Mais do que ferramentas de entretenimento, as redes sociais no Brasil têm se transformado em uma importante ferramenta de serviço. Com o crescente acesso da população à internet – especialmente nos segmentos de menor renda –, alguns serviços sociais começam a apostar na criação de perfis nas redes sociais para divulgar seus programas e realizações, e têm se surpreendido com o resultado.

Um exemplo mais atual é o sucesso dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), responsáveis pela organização e oferta de serviços de proteção social básica nas áreas de vulnerabilidade e risco social, que criaram perfis em redes como o Facebook para divulgar serviços e programas ofertados. Além da maior aproximação com o público usuário, as redes também rendem parcerias e atraem voluntários.

“Os profissionais que atuam nos Cras estão criando contas para se comunicar com a população, usuários e outras unidades dos programas sociais governamentais. Eles postam fotos de atividades, informações sobre capacitações, oficinas e serviços e também respondem dúvidas da população”, relata Oldalea Mello, coordenadora do Cras São Pedro, no Rio de Janeiro.

Os perfis, criados para divulgar as ações, acabaram se transformando em um canal de interação com o público que utiliza os serviços e atraem parceiros e voluntários, além de estreitar as relações com outros Cras, fortalecendo a articulação da rede socioassistencial.

Divulgação e Interação em prol da comunidade

No município de Antônio João, em Mato Grosso do Sul, o perfil do Cras no Facebook foi criado em março deste ano pela assistente administrativa Liliane Marcondes Viana Silva. Ele é usado para divulgar os cursos e ações com mais agilidade. “Meu intuito é divulgar todas as nossas ações na internet. Todo mundo fica sabendo o que estamos fazendo”, explica. Na página do Cras Antônio João, é possível ver registros de ações como a entrega de ovos de páscoa às crianças do bairro.

No estado vizinho, Mato Grosso, o psicólogo Weder Lauro Rondon Corrêa transformou, há dois meses, o perfil do Cras em uma fanpage para administrar melhor a interação. “Tem um monte de gente que não sabe como funciona um Cras e pede para conhecer e visitar a nossa unidade. Na nossa página há profissionais e usuários do município e de todo o Brasil. Agora queremos criar perfis no Twitter e no Instagram”, planeja.

A iniciativa do psicólogo tem o apoio da secretária municipal de Assistência e Promoção Social, Divina Maria da Silva, que acompanha as publicações a partir do seu perfil pessoal. “O Facebook não é só particular, hoje em dia é um meio de propaganda e comércio. Gostei da iniciativa dele, é importante que venham nos procurar para que o maior número de pessoas usufrua dos nossos programas”, afirma a secretária.

Em Teresópolis (RJ), é a própria coordenadora do Cras São Pedro, Oldalea Mello, quem atualiza o perfil da unidade. O centro tem quase duas mil famílias referenciadas que são beneficiárias do Bolsa Família e as redes sociais estão ajudando a atrair voluntários para auxiliar no atendimento.

“Conseguimos uma nutricionista online que se dispôs a atender os idosos no Cras. Ela vai dar uma palestra. Também apareceram uma arte-terapeuta e uma professora de arte da rede municipal, que se ofereceram como voluntárias”, finaliza Oldalea.

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