Assédio sexual no trabalho: você sabe como agir?

Recentemente, foi lançada uma pesquisa que avalia o cenário de assédio às mulheres brasileiras, que acontece tanto em espaços públicos (ruas, conduções, parques) como no ambiente de trabalho. Trata-se da “Chega de fiu-fiu”, que mostra que 33% das 7762 mulheres respondentes já foram assediadas enquanto exerciam suas funções profissionais.

Este assunto tomou sérias proporções principalmente porque a participação feminina no mercado de trabalho é cada vez maior, aumentando, consequentemente, a relação de convivência entre os gêneros. “Em muitos casos, o assédio se apresenta de forma tão comum que nem é considerado mais uma agressão. Pra se ter uma ideia da gravidade disso, legalmente é difícil provar que uma mulher está sendo assediada. Até mesmo dentro da empresa, ser defendida nesses casos é exceção. A tendência mais comum é a mulher deixar o emprego para se ver livre da situação” explica a co-fundadora do Instituto KVT, Ramy Arany.

Ainda há a questão de se achar que todas as mulheres gostam de ser assediadas e devem aceitar o assédio sempre  porque tudo não passa de ‘elogio’. “É interessante, pois existem crenças que levam os homens a pensarem e agirem desta forma, isto nos leva a crer que talvez o assédio pode ter funcionado em algumas situações, com algum tipo de individualidade feminina, ou de desejos e interesses ocultos, e com isso, este tipo de comportamento foi perpetuado ”, observa a co-fundadora.

Como identificar e agir em situações de assédio sexual no trabalho

Há muitos tipos de assédios sexuais, desde um simples olhar sedutor até um comportamento agressivo, impositivo e perseguidor. Em empresas que prezam pela ética, casos de assédio sexual são levados a sério e quando não acarretam na demissão de quem assedia por justa causa, também podem chegar às esferas judiciais, resultando no afastamento da pessoa e cumprimento da pena prevista por lei, que pode chegar a 2 anos de detenção. Porém, infelizmente há situações que são mais difíceis e cabe à mulher a decisão de prosseguir na organização ou tomar uma providência mais séria. Seja qual for a resolução, ela  precisa se sentir protegida, livre e desimpedida para fazer a escolha mais acertada.

Ramy listou algumas atitudes que a profissional pode tomar quando se encontrar constrangida com algum tipo assédio:

– Seja verdadeira consigo mesma, tenha clareza de que realmente não quer isto para si;

– Comunique à pessoa que está cometendo o assédio, para em primeiro momento tentar demovê-la de suas intenções;

– Fale quantas vezes for necessário sobre sua posição em relação a esta insistência;

– Não se intimide com a situação e conte para os colegas e pessoas mais próximas;

– Peça ajuda àqueles que tenham poder de agir com autoridade, como seu gestor ou a área de Compliance da organização.

– Se quem está assediando é o próprio gestor, presidente, dono ou uma pessoa muito influente dentro da empresa, pense na possibilidade de mudar de emprego, caso não haja outra saída.

 

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