CONARH 2015: Crise e envelhecimento ativo são destaques no 2º dia

Palestra de Dony de Nuccio, economista e apresentador do programa Conta Corrente da Globo News, foi um dos destaques da programação do segundo dia do CONARH 2015 com o tema “Desafios e oportunidades no atual cenário econômico”.
“Hoje se fala muito sobre a crise, porque a crise chegou ao nosso cotidiano”. Foi com estas palavras que o jornalista Dony de Nuccio iniciou sua apresentação nesta terça-feira (18) na 41ª edição do CONARH – o maior evento de gestão de pessoas da América Latina e o segundo maior do mundo.
Apresentado dados recentes da atual conjuntura do país, em sua apresentação Dony se propôs a responder uma curiosa pergunta: Por que o Brasil, mesmo com o crescimento estagnado, é o quinto país entre os que mais recebem investimentos diretos de grupos estrangeiros, mantendo-se, deste 2011, com aplicações de capital acima dos US$ 62 bilhões?
Segundo Dony, “o Brasil continua na mira dos investidores porque têm mercados inexplorados, menor competitividade, lucratividade atrativa, ganhos de produtividade e oportunidades diversificadas”. Em outras palavras, o país continua atrativo porque é capaz de gerar oportunidades e bons negócios.
“O horizonte no país é desafiador e, neste momento de crise, quem tem apetite e avança tem tudo para dar certo (…). O cenário é de crise, mas é a nossa atitude que vai determinar os nossos resultados”, ressaltou o especialista em outro momento.
Dony também traçou um comparativo entre a crise brasileira e a norte-americana, vivenciada em 2009, em que os índices de desemprego chegaram a 10%, o PIB a -2,8% e a bolsa de valores de Nova York a -53%. “Quando se está em dificuldade e com dados negativos é preciso arriscar e inovar. Os EUA fizeram isso e hoje o PIB americano está em +2,5%, o desemprego em 5,3% e a bolsa em +30%”, destacou.
Diante de um cenário de mudanças como este em que vivemos, a reflexão vale para todos, de empreendedores a profissionais de RH, diz o economista: “Onde as empresas, as equipes e os processos podem ser alterados para se tornarem mais produtivos e eficientes? O que pode ser feito que o concorrente não está fazendo? Como ser diferente e sair do comum?”.
Para terminar, o jornalista apresentou quatro atitudes geradoras de resultados positivos: “Podemos dizer que a forma como agimos diante da crise pode determinar o sucesso e o fracasso que teremos. Assim, precisamos ser eficientes, focar na execução, surpreender e fidelizar o cliente e, por fim, inovar”, concluiu.
Outro destaque do dia foi Alexandre Kalache, médico, presidente do International Longevity Centre Brazil (ILC BR) e Global Ambassador on Ageing do Helpage International, e sua palestra com o tema A produtividade na longevidade.
Considerado o mais importante especialista em envelhecimento no país e um dos principais no mundo, Kalache falou sobre como tem sido o processo de envelhecimento no Brasil e o que as projeções apontam para um futuro próximo. “O Brasil está entre os três países no mundo cuja população envelhece mais rapidamente. Hoje nós temos a metade da proporção de idosos que tem o Canadá, mas daqui a 35 anos nossa população estará tão envelhecida quanto a deles. E o que estamos fazendo para nos prepararmos para este cenário?”, questionou.
Segundo o especialista, os indivíduos e as empresas devem se preparar como uma sociedade para essa longevidade ‘meio’ inesperada. “Vivemos uma revolução. O mundo tem hoje mais pessoas vivas com 60 anos ou mais do que a somatória de todas as pessoas que já chegaram a esta idade ao longo da história. Revolucionário também é o fato de que de 1950 para 2050 o número total de pessoas com 80 anos terá aumentado de 14 milhões para 379 milhões, ou seja, ele será 27 vezes maior”.
Para Kalache, a evolução da longevidade se experimenta de uma forma insidiosa e rápida, formando a população e exigindo a reflexão e as ações necessárias para que esta longa vida tenha qualidade. “O Brasil ainda não está suficientemente preocupado com o envelhecimento e vai passar de 12%, 13%, para os mesmos 30% do Canadá”, reafirmou.
Ao concluir, o palestrante apontou os principais mitos que envolvem os trabalhadores idosos, como, por exemplo, alta rotatividade, pouca criatividade e produtividade, baixa capacidade de aprendizagem e custo elevado, e também apresentou cases de empresas que desenvolveram programas para estimular e valorizar esta mão de obra, de forma a aproveitá-la por mais tempo.
No fim da tarde foi a vez da palestra Por dentro das empresas: o novo paradigma para gerenciar a reputação de sua empresa como ótima empregadora, apresentada por Luís Testa, head de pesquisa e estratégia da Catho.
Na ocasião, Testa falou sobre a visão da Catho no que diz respeito às mudanças de comunicação e gerenciamento no relacionamento do indivíduo com o mercado. Segundo ele, “com as mudanças tecnológicas, muita coisa mudou, inclusive o modo como se recruta pessoas”.
Se no passado, para adquirir um produto o consumidor levava em conta somente o que as empresas diziam sobre ele, hoje em dia ele decide o que vai comprar com base nas opiniões e experiências de outras pessoas, compartilhadas na internet. “O mesmo acontece quando alguém vai escolher a empresa onde quer trabalhar”, afirmou o head, que em seguida apresentou o Por Dentro das Empresas, a nova ferramenta da Catho de conhecimento coletivo.
Com ela, os profissionais podem compartilhar experiências e oferecer uma visão ampla sobre a empresa na qual trabalha ou já trabalhou. Além disso, os candidatos interessados podem saber como está a reputação das companhias que mais lhe interessam profissionalmente. Para conhecer todos os benefícios desta nova ferramenta, acesse www.catho.com.br/por-dentro/empresas.
Confira também o que mais rolou no 1º dia do evento clicando aqui.

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