Dia do Professor: luta pela valorização da categoria


“Professor é profissão. Educador é vocação”. Com a máxima do professor Salomão Becker, indicou a datapara as comemorações ao profissional da educação. Com intuito de debater novas diretrizes para a profissão e, também, para se ter um dia de descanso em meio a um 2º semestre letivo longo, Becker, juntamente com quatro colegas, sugeriram o dia 15 de outubro para realizar comemorações com os alunos e familiares. A ideia foi bem sucedida, contou com adeptos por todo país, e foi oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963.

A data possui sua importância, porém, é uma oportunidade para se discutir todas as incoerências trazidas com ela – o professor luta, hoje em dia, por salários justos e respeito por sua categoria. “Os professores nesse dia, por ser simbólico, devem comemorar a luta que temos desenvolvido na defesa e valorização da nossa profissão. Essa luta está intimamente relacionada ao projeto de educação pública, gratuita e de qualidade que o ANDES-SN defende justamente para valorização do nosso trabalho”, afirma Marinalva Oliveira,  1ª vice-presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN).

Os desafios dos professores são diários, pois, há anos, sua figura de mestre da sabedoria não emplaca mais na educação recente, tendo que investir em especializações de conhecimento e pedagógicas. No entanto, é uma profissão que luta por pisos salariais justos e por jornadas de trabalho que possibilitem a reciclagem de seus conhecimentos. “O maior desafio é manter, enquanto projeto a valorização da profissão, pois os diversos governos têm mercantilizado a educação e, com isso, desvalorizado os seus professores. Para isto, o professor precisa de uma carreira estruturada e melhores condições de trabalho para construir uma educação de qualidade”, enfatiza Oliveira.

Além de desafios da carreira o professor encontra resistências dentro do próprio sistema de ensino. “O preconceito dentro das instituições ainda é muito grande. Procuro trazer conceitos da cultura brasileira nas minhas aulas e em projetos. A Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, estabelece diretrizes e bases da educação nacional, e inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática ‘História e Cultura Afro-Brasileira’. Busco transmitir conhecimentos sobre o tema nas minhas aulas, o que não é realizado dentro das escolas ”, explica Alzira Lobato Borges, professora de educação física da Escola Municipal de Ensino Fundamental – EMEF José Martiniano de Alencar.

Para Alzira, enquanto o currículo da educação não mudar, ou seja, não atender as necessidades da população brasileira quanto ao ensino de sua cultura e educação básica, como português e matemática, as crianças enxergarão a escola como algo indiferente e terão a visão de que aprender é algo chato.

A função do professor neste contexto é ter a sagacidade de trazer assuntos relevantes e saber debatê-los e ensiná-los para as crianças que não estão mais submissas ao modelo de “ensino copia e cola”, o professor tem que buscar melhorias na didática e em seu conteúdo. “O professor tem que ser interessante, além de trazer o conteúdo pragmático de ensino, deve estar atento aos assuntos que seus alunos estão buscando e desenvolvendo, pois, sem isso, ele não será interessante para os alunos”, conclui Alzira.

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