Maioria das pessoas muda de área após primeiro emprego

Um levantamento realizado pela Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, divulgado neste mês, revelou que 50,9% das pessoas mudaram de área profissional após o primeiro emprego. Do total dos trabalhadores, 38,6% ascenderam de um estrato mais baixo para um mais alto.

Muitas vezes, a primeira atividade profissional é “aquela que aparece”, já que as oportunidades para aqueles que ainda não possuem experiência são reduzidas. Outro ponto que determina a alta taxa de mudança de área, é a falta de profissionalização. A idade padrão para iniciar a vida profissional é também a idade de definição da carreira, vestibular, e os primeiros momentos no mundo universitário.

São justamente as áreas que exigem certa preparação profissional as que menos perdem as pessoas que iniciam na carreira naquele mercado. A necessidade de haver o conhecimento teórico, que apenas a qualificação oferece, permite que as pessoas permaneçam na área por toda a carreira, pois já existia identificação com as atividades do primeiro emprego. É assim com 67% daqueles que atuaram nas ciências e artes (engenheiros, médicos, professores, advogados, jornalistas, bailarinos, atores) na primeira ocupação.

O levantamento também mostrou que os trabalhadores que mais se deslocaram em relação ao início da carreira são os  vendedores e prestadores de serviços de comércio. Apenas 25,6% permaneceram na ocupação.

A primeira profissão não deve ser determinante para as escolhas futuras, mas pode ser um gatilho de interesses, por ser o primeiro contato com o mercado de trabalho. Se você está passando pelas primeiras vivências profissionais, mas ainda não sabe ao certo se deve projetar a carreira no ramo que está, deve manter-se atento à auto-satisfação na realização das tarefas, tendências do mercado e trilha de carreira dentro desse setor. Você pode conferir quais os próximos passos que deve seguir em cada profissão no Guia de Profissões da Catho.

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