Saiba o que faz o profissional de Oceanografia

oceanografia geralExistem profissões que estão cada vez mais em foco, devido à demanda e por obter um mercado de trabalho amplo. O que não existe, talvez, é o conhecimento correto sobre as variadas aplicações de uma determinada profissão, o que gera lugares comuns. A oceanografia é uma área promissora e abrangente que permite ao profissional empreender e realizar pesquisas, além disso, o oceanógrafo tem diversas possibilidades de atuação no mercado de trabalho, como consultor e colaborar de petrolíferas.

A oceanografia é a ciência que estuda os oceanos de forma ampla, abrangendo os aspectos tanto bióticos, quanto os aspectos abióticos, ou seja, as ações do homem neste ambiente. É uma ciência multi e interdisciplinar, que requer conhecimento geral e integrado de biologia, física, geologia, matemática e química.

Maria Inês Freitas dos Santos, presidente da Associação Brasileira de Oceanografia – AOCEANO –, explica a aplicabilidade da carreira em diversos pontos: “Entre as áreas de atuação da ciência oceanográfica podem ser citadas, a modelagem da circulação de massas de águas, interação entre oceanos e atmosfera e de previsões climáticas, a investigação sobre novos recursos alimentares, controle e diminuição da poluição, entre outros”.

O profissional, por ter conhecimentos amplos durante a graduação, terá a possibilidade de atuação em diversos campos, ele conseguirá aplicar seus conhecimentos em outras áreas, abrindo o campo de trabalho. Ele poderá atuar como consultor em aquários e agências ambientais ou , até mesmo, ser o dono destas empresas.

Para o Prof. Dr. Alexander Turra, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), existem empresas que possuem uma ligação com os oceanos que podem contratar este profissionais, como, Petrobras, empresas de óleo e gás, empresas portuárias, consultorias de piscicultura e aquicultura, produção de energia, como as Usinas Nucleares de Angra, ou outros tipos de produção de energia que envolvem o mar. “É um profissão que dará uma visão integrada do que são os oceanos, atrelado, também, aos processos de licenciamento ambiental sejam conduzidos de forma consciente”, explica.

Outra área de atuação é a de pesquisa, ciência, tecnologia e inovação onde o foco será o desenvolvimento de soluções diferenciadas para criação de métodos de pesquisa que envolva o oceano. Na linha acadêmica o profissional fará mestrados e doutorados partindo para as áreas de pesquisa, onde ele poderá estudar o comportamento de um determinado animal ou até mesmo o entendimento das ações dos mares. “O oceanógrafo poderá ajudar a construir ferramentas para serem utilizadas em alto mar, como, equipamentos e robôs”, explica Turra.

Demanda e mercado

Segundo Josefa Varela Guerra, coordenadora do curso de Graduação em Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a demanda para este tipo de profissional está em alta devido a alguns fatores como o aquecimento da economia em setores que requerem o estabelecimento de programas de monitoramento ambiental, área em que a formação do oceanógrafo o torna altamente capacitado para atuar.

“Do mesmo modo, o alto índice dos investimentos em pesquisa básica e aplicada tem levado ao aumento da demanda por profissionais altamente capacitados, com pós-graduação (mestrado e doutorado). Também empresas do setor público e privado tem contratado profissionais de diversos níveis de formação. Existem no país diversos cursos de formação de oceanógrafos em nível de pós-graduação, o que resulta na disponibilização de um contingente crescente de mão de obra altamente qualificada”, explica Guerra.

A profissão do oceanógrafo foi recentemente regulamentada (Lei N° 11760/2008) e o piso salarial, segundo a Associação Brasileira de Oceanografia (AOCEANO) é:

  • Oceanógrafo Júnior (até 2 anos de atuação profissional na função): 6 salários mínimos;
  • Oceanógrafo Pleno (2 a 4 anos de atuação profissional na função): 8,5 salários mínimos;
  • Oceanógrafo Senior (4 a 6 anos de atuação profissional na função): 12 salários mínimos.

 

O valor efetivo do salário dependerá do tipo de empregador, da área específica da especialidade e do nível de formação (graduado, mestre, doutor). O mercado de trabalho para o oceanógrafo vem mostrando grande aquecimento nestes últimos anos e, em algumas áreas de atuação, a demanda tem sido maior que a oferta de profissionais capacitados. “Tal cenário pode ser justificado pelo fato de existiram atualmente somente próximo de 2.700 profissionais formados por instituições de ensino no Brasil, país que tem se voltado cada vez mais às necessidades de atuação no ambiente marinho e costeiro. As expectativas para médio e longo prazo são de que tal demanda permaneça crescendo”, conclui Maria Inês.

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