Capacitação profissional: ferramenta de valorização e competição de mercado

Maiara Tortorette

Não é de hoje que muitas empresas demonstram dificuldade em encontrar profissionais qualificados para ocupar determinados cargos. A falta de experiência, unida a ausência de uma boa formação acadêmica, tem feito com que o mercado fique cada vez mais escasso com relação a especialistas em áreas mais específicas, dificultando o processo de seleção e impulsionando as organizações a investirem cada vez mais em seus próprios colaboradores.

Capacitar profissionais se tornou algo comum, pois na maioria das vezes valorizar funcionários que correspondem às necessidades da empresa e que trabalham de forma adequada e produtiva tem apresentado resultados bastante positivos. Além disso, para que uma instituição ganhe espaço e credibilidade é importante que tenha uma excelente equipe e, consequentemente, ofereça ao mercado um produto de qualidade.

“Por um lado, temos clientes que exigem otimização dos serviços e tecnologias novas, o que cria uma necessidade natural de melhorias e treinamentos. Por outro, temos uma oferta de jovens que chega ao mercado de trabalho com algum preparo formal, mas com pouco preparo prático e específico para as tarefas que irá realizar”, explica Jorge Perlas, diretor de processos da Asyst International, multinacional brasileira de gestão e operação de TI. “Se juntarmos as duas situações é possível chegar a uma resultante que é a capacitação dentro da empresa”.

As áreas de RH e Treinamento auxiliam as empresas nestes processos, no entanto existem diversos programas e ferramentas que também contribuem para o aprimoramento de profissionais. Algumas organizações passaram até mesmo a investir na criação de escolas com cursos técnicos, para retirar de lá seus
futuros colaboradores.

Para Eduardo Tevah, empresário e conferencista, existe um grande leque de opções , podendo variar muito de empresa para empresa. “Nas maiores organizações, conceitos como universidades corporativas evoluem cada vez mais e programas de benefícios que incluem subsídios para graduação e pós graduação são cada vez mais valorizados. Nas de pequeno e médio porte, temos a atuação de donos ou gerentes fazendo a capacitação com a ajuda de consultores externos, além do grande número de cursos oferecidos por instituições como SEBRAE e SENAC”.

Aproveitar as oportunidades

De nada adianta a disposição das empresas em investir se o profissional não souber aproveitar o momento e os benefícios oferecidos. Além disso, a medida que se qualifica e que passa a perceber a importância desse investimento, o colaborador acaba ganhando um destaque natural, uma vez que se diferencia dos que estão apenas focados no presente deixando o futuro em segundo plano.

“As organizações estão sedentas de profissionais qualificados e que demonstram iniciativa, capacidade e força de vontade em aprender”, define Jorge. “Seja em qualquer área ou cargo, buscar capacitação e demonstrar que está antenado e disposto a aprender, aumenta as chances de empregabilidade já que as empresas precisam de pessoas que além de ter conhecimento, queiram saber e aprender mais, além de ter iniciativa”.

De acordo com Rubens Gustavo Gurevich, CEO da Your Life, empresa especializada no desenvolvimento e gestão de vida e carreira, o maior benefício que a empresa pode dar ao funcionário é o conhecimento; trata-se de um legado inestimável, duradouro, que muitas vezes vai além do próprio vínculo entre profissional e organização, por isso também deve ser valorizado. “O profissional deve valorizar a oportunidade que lhe é dada pois certamente terá grande valia na construção do seu futuro profissional”, define.

Reter talentos ou capacitar para o mercado?

As empresas modernas não pensam mais em seus funcionários como o futuro da organização, mas sim como o presente. Não há como pensar em qualificar pessoas com a preocupação em perde-las para o mercado, afinal se o aprendizado e a qualificação são úteis para a organização, do mesmo modo são importantíssimos para o desenvolvimento do profissional e ele é parte fundamental do processo.

O que realmente fará a diferença é como a empresa enxerga cada colaborador, e a maneira como irá capacitá-los para suprir suas necessidades. Os profissionais por sua vez, também valorizam organizações onde são reconhecidos e possuem chance de evoluir. Eduardo acredita que está não é somente uma forma de reter talentos, mas a única maneira de uma empresa sobreviver.

“O gestor não tem que estar preocupado em preparar as pessoas para o mercado, tem que prepará-los para fazer a empresa aonde atuam hoje ter mais rentabilidade. Estamos vivendo uma era darwiniana no mundo dos negócios e quem vai sobreviver são realmente aqueles que acreditam na capacitação como a única forma de aumentar os resultados”, finaliza.

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