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22/07/2013 - Mate sua “vaquinha”!

Autor: Sady Bordin

Colunista: Sady Bordin“A vida começa no final de sua zona de conforto.” Neale Donald Waslch

Você anda insatisfeito com seu trabalho? Seu trabalho já não lhe dá mais prazer? Sua vida profissional está estagnada? Você acha que não está tendo uma remuneração compatível com sua formação? Você não se sente realizado? Você não se sente reconhecido? Você acha que merecia um trabalho mais desafiador?

Se você respondeu sim a uma das perguntas acima, então leia a história a seguir. Com certeza ela vai fazer você pensar muito a respeito de sua vida profissional, pois ela serve de alerta para aqueles que levam uma vida profissional que carece de desafios, emoções e conquistas.  Viver sob o abrigo da famigerada “zona de conforto” ceifa qualquer possibilidade de crescimento e desenvolvimento profissional. Preferir o teto da segurança, mesmo que isso implique em levar uma vida profissional  monótona, limitada e entediante,  fecha as portas para explorar o grande e ilimitado potencial que existe em cada ser humano.

Vamos a história!

Um sábio e seu discípulo, caminhando pela floresta, avistaram uma casinha humilde, no alto de uma colina. Resolveram ir até lá para conversar com seus moradores. Foram recebidos por um senhor. Logo apareceram sua mulher e três filhos. Todos trajavam roupas velhas. A casa era pequena, feia e sem qualquer conforto. O sábio perguntou ao homem o que ele fazia para sustentar sua família. O dono da casa disse que tinham uma vaquinha, que fornecia leite para sua família. O leite que sobrava eles vendiam num vilarejo próximo e compravam comida com o dinheiro obtido com a venda. Nos fundos da casa eles tinham uma pequena horta, de onde colhiam algumas poucas hortaliças para consumo próprio. O sábio agradeceu e os dois foram embora. Durante a descida passam pela tal vaquinha de onde saia o sustento da humilde família. O sábio, então, ordenou ao seu fiel discípulo que voltasse na calada da noite e empurrasse a vaquinha penhasco abaixo. O discípulo ficou chocado e, mesmo sem entender o motivo da tal ordem, retornou naquela noite e empurrou a vaquinha morro abaixo, a qual, evidentemente, veio a falecer.

Meses depois, caminhando pela mesma floresta, o sábio e seu fiel discípulo resolveram voltar a casinha para conversar, novamente, com aquele senhor que eles haviam conhecido. Para sua surpresa, a casa estava pintada, as roupas da família eram novas e boas, a horta atrás da casa estava enorme e haviam, agora, várias vaquinhas.

O sábio, sem demonstrar surpresa, perguntou o que havia acontecido após aquela primeira visita, que os possibilitou prosperar e melhorar de vida. O dono da casa explicou: certa noite a vaquinha que eles tinham caiu no penhasco e morreu. Como eles não tinham mais leite para a família tomar e vender, tiveram que aumentar a horta para pode vender as hortaliças no vilarejo. Com o dinheiro, investiram no aumento da horta e compraram uma vaca. Depois, com o dinheiro da venda das hortaliças e do leite, compraram novas roupas e mais vaquinhas…

E você, que respondeu positivamente a uma das perguntas do início, já pensou em sacrificar a sua “vaquinha” para descobrir um mundo de novas oportunidades que se abrirão, diante da necessidade de encontrar outra “vaquinha”? Muitas vezes relutamos em sair de nossa famigerada zona de conforto, aceitando levar uma vida com pouco ou nenhum prazer em nossa atividade, fechando as portas para uma vida plena, onde possamos explorar todo nosso potencial e encontrar a realização profissional. Acomodamo-nos por medo de fracassar. Mas, pense bem: será que já não fracassamos ao aceitar viver no “piloto automático”, fazendo nosso trabalho sem qualquer emoção ou satisfação, como bem retrata o filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin?

Para não nos estendermos muito, vamos nos ater a dois exemplos apenas.

Fátima Bernardes, que apresentou o Jornal Nacional por 14 longos anos, teve a coragem de sair de sua zona de conforto para realizar um antigo sonho de ter seu próprio programa. Largou uma das posições mais importantes do telejornalismo brasileiro para buscar sua realização. Desde junho do ano passado ela apresenta, todas as manhãs, o programa Encontro com Fátima Bernardes.

Trabalhar ao lado do grande e internacionalmente famoso inventor Thomas Alva Edison (1847-1931) deve ter sido o sonho de qualquer engenheiro. Mas o engenheiro Nikola Tesla (1856-1943) tinha ambições maiores. Tesla começou a trabalhar com Edison nos EUA em 1886. Mas, ao não receber o apoio de Edison para investir em seu projeto de corrente-alternada, no qual vinha trabalhando, Tesla teve a coragem de pedir demissão da Continental Edison Company. Edison disse-lhe, na época, que ele não iria arrumar emprego em lugar algum nos EUA. Durante pouco mais de um ano, Tesla chegou a fazer trabalho braçal para se sustentar, mas, sua determinação foi recompensada em 1887, ao receber apoio do empresário e também engenheiro George Westinghouse. Após o apoio de Westinghouse, o governo dos EUA adota o sistema de corrente-alternada de Tesla, vencendo o sistema de corrente-contínua de Edison.

Se você não se sente satisfeito com seu trabalho, crie coragem e saia de sua zona de conforto. Você pode até penar no começo, como Tesla, mas, pelo menos, se dará ao luxo de tentar mudar sua situação profissional. Talvez não dê certo e você tenha que voltar atrás. Ou, quem sabe, talvez dê certo e você receba a maior recompensa profissional que alguém pode almejar: a realização profissional!

Grande Abraço e votos de Sucesso!

Sady Bordin, 50 anos, é piloto de linha aérea e autor de “Marketing Pessoal – 100 dicas para valorizar a sua imagem”, Editora Record.

Contato: sady@bordin.net

 

 

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