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14/05/2014 - Alexandre Slivnik: a magia da Disney como diferencial

Autor: Samara Teixeira

Alexandre Slivnik iniciou carreira na ABTD – Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento, onde tomou paixão pelo universo de treinamento e desenvolvimento.

Neste período, formou-se em Educação Física pela Universidade Mackenzie, com ênfase em Qualidade de Vida Empresarial e aprendeu ainda mais sobre esta área desenvolvendo importantes projetos em treinamento.

Tornou-se, anos mais tarde, diretor executivo da ABTD, responsável pelo setor de eventos que desenvolve o maior congresso de treinamento da América Latina, o CBTD.

Autor do livro best seller “O Poder da Atitude” (Editora Gente, 2012), e com 17 anos de experiência na área de RH e Treinamento é um dos maiores especialistas em excelência Disney no Brasil fez diversos treinamentos com o Disney Institute sobre os temas: Excelência em Liderança, Inovação e Criatividade, Qualidade em Serviços e Excelência em Negócios. Anualmente visita e estuda os bastidores dos Parques Temáticos da Disney, buscando sempre atualização sobre o Mundo Disney de Excelência.

Já com muita experiência e dedicação, fundou o Instituto de Desenvolvimento Profissional (IDEPRO) e por ele passou a ministrar palestras nas áreas de Recursos Humanos e Treinamento e pôde colocar em prática o aperfeiçoamento de sua maior paixão- A Filosofia de Excelência Disney.

Conversamos mais sobre o tema com Alexandre, confira:

Conte sua trajetória de carreira até tornar-se um palestrante motivacional?

Comecei a trabalhar aos 16 anos com desenvolvimento de pessoas. Inicialmente, trabalhava organizando eventos para a área de RH.  Em alguns anos, tornei-me Coordenador da ABTD – Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento.

Sempre fui apaixonado pela Disney, enquanto cliente, porém, anos mais tarde, mais precisamente no ano de 2010, comecei a estudar mais a fundo o modelo de excelência da Disney, pois queria aplicar o modelo dentro da nossa associação, da qual, nessa época, já era Diretor. Deu certo! Nossos resultados tiveram um incrível aumento, além de avaliações extremamente satisfatórias dos nossos associados.

A partir desse momento, passei a ser convidado por empresas associadas para falar desse case para os colaboradores deles. Os convites foram tantos que resolvi tornar esse trabalho delicioso em minha atual profissão. Hoje faço, em média, 15 palestras por mês em todo o Brasil e até em outros países (já tive experiência de palestrar nos EUA, Japão e África do Sul).

De onde surgiu sua paixão pelo jeito Disney de liderança?

Quando fui à Disney pela primeira vez, fiquei encantado! Não pelas atrações e sim pelas pessoas que trabalhavam por lá. O brilho nos olhos, o sorriso e a paixão que vemos nos colaboradores da Disney (que são chamados de Cast Members) contagiam! Quando comecei a estudar e entender os motivos de tudo isso, percebi que o eixo central está na liderança. Líderes excelentes geram colaboradores excelentes que geram clientes satisfeitos e que geram resultados.

Não adianta nada pedir ao nosso colaborador que ele encante o cliente externo se ele não estiver encantado. Tem que ser um processo automático. Um cliente interno encantado, automaticamente encantará o cliente externo! E quem encanta o cliente interno é o líder, que inspira a sua equipe através da paixão pela causa (propósito / missão).

Como é o estilo de gestão da Disney e o que mais te cativa neste contexto?

A Disney encanta. Inspira. Tudo é feito com muito carinho e pensado em todos os detalhes para que os guests (clientes) tenham uma experiência inesquecível. Quanto melhor a experiência, maior a possibilidade de fidelização. E nesse aspecto a Disney ganha de goleada. Cerca de 70% das pessoas que estão nos parques da Disney já visitaram um parque da Disney antes. Cerca de 90% dos hóspedes de um hotel da Disney, já se hospedaram em um hotel da Disney antes.

Qual empresa, em qualquer parte do mundo, não quer garantir essa taxa de fidelização? A Disney não quer simplesmente atender as expectativas dos clientes (guests). Eles buscam exceder as expectativas, proporcionando mágicas experiências.

Qual é o diferencial da Disney no quesito criatividade? Existe alguma empresa brasileira no mesmo caminho?

A Disney é uma empresa criativa desde os tempos do gênio Walt Disney. Nenhuma ideia é descartada. Existe uma linda história de Walt Disney que queria que uma das atrações do Magic Kingdom (parque do Walt Disney World) tivesse animais vivos. Os engenheiros estudaram e perceberam que não era viável por conta do espaço e estrutura do local. Mas eles seguraram essa ideia por anos até que, cerca de 40 anos depois, eles lançaram um parque exclusivo, com animais vivos, para seguir a ideia do criador dessa fantástica empresa de entretenimento.

As empresas estão começando a entender a importância de manter um ambiente criativo. Vejamos a grande tendência das famosas start ups. Jovens criativos, quando não são incentivados nas suas empresas, saem para abrir seus próprios negócios. É preciso investir, incentivar e recompensar as ideias dos nossos colaboradores!

O que o Brasil tem que aprender sobre liderança e criatividade?

Vivemos aprendendo. Precisamos que líderes sejam exemplos. Gosto da citação do filosofo e amigo Mario Sergio Cortella: “O mundo que vamos deixar para os nossos filhos depende muito dos filhos que vamos deixar para esse mundo”. Na organização não é diferente. Se queremos um ambiente melhor, o líder deve ser o primeiro a criar essa atmosfera. Um líder que não tem essa preocupação, pode inibir a criatividade dos seus liderados. E uma equipe não criativa não evolui e prejudica os resultados.

O que fez você abrir o IDEPRO- Instituto de Desenvolvimento Profissional?

Sempre gostei da atividade de desenvolver pessoas. Na época, percebi que tinha essa “lacuna” no mercado de treinamentos abertos. Muitos consultores queriam ministrar treinamentos abertos, mas não conheciam muitas empresas e pediam indicação na ABTD. Decidi então abrir o Instituto para oferecer os melhores treinamentos abertos para o mercado de RH e Treinamento.

Você acredita que os RHs estão engessados em modelos de gestão e, muitas vezes, deixam de se preocupar com o indivíduo em si?

O RH está em processo de mudança. Fala-se muito em RH estratégico. Concordo plenamente que o RH tem que ser estratégico, pois não adianta nada o RH ter suas ações dissociadas dos objetivos da organização. O RH tem que ser mais atuante e buscar seu espaço nas cadeiras principais! Temos que lembrar que RH não é DP- Departamento Pessoal! O RH é o principal responsável pelo clima e ambiente corporativo, sendo assim, o primeiro olhar deve ser sempre o do indivíduo.

O que os RHs do Brasil devem desenvolver para os próximos anos? Quais são as lacunas hoje em dia?

Buscar posicionamento mais estratégico. Como? Fazendo um levantamento de necessidades mais adequado e apurando o ROI- Retorno sobre Investimento, para justificar novos investimentos. O principal eixo a ser treinado é a liderança. Conforme vimos acima, é preciso ter líderes preparados para fazer com que sua equipe vista a camisa.

Para quem tem um sonho, o que você aconselha para alcançá-lo?

Não desistir. Muitas vezes os obstáculos ou as dificuldades nos fazem desistir dos nossos sonhos. Não conheço ninguém que conseguiu realizar seus sonhos sem um plano de ação e muita, mas muita, persistência. Os obstáculos servem como aprendizado. Coloque em um papel quando você quer realizar esse sonho e o que precisará fazer para realizá-lo. Como dizia o gênio Walt Disney: “Se você pode sonhar, você pode realizar.”.

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