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31/08/2012 - Capacitação para a Copa do Mundo 2014

Autor: Comunicação

Capacitação para a Copa do Mundo 2014A Fifa, Federação Internacional de Futebol, disponibilizou a inscrição de voluntários para prestação de serviços nos eventos da Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014. A entidade espera que 7 mil pessoas atuem em 2013 e 15 mil em 2014 em áreas como serviços de transmissão, serviços de alimentação, transporte, protocolo, credenciamento, tecnologia da informação, operações de imprensa, hospitalidade, serviços médicos e competições.

Os candidatos devem ter 18 anos ou mais até três meses antes dos eventos e poder trabalhar 20 dias corridos. O recrutamento será voltado para todas as 12 capitais que sediarão a Copa do Mundo, que juntas abrigam 32% da população brasileira. Além disso, estas cidades são responsáveis por quase 43% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Todos estes números refletem na responsabilidade que estes voluntários terão para representar bem o Brasil, principalmente quando falamos das áreas de atendimento e hotelaria. Somos conhecidos mundialmente pela hospitalidade, mas quando falamos de prestação de serviços não basta ser simpático. “Eficiência e agilidade são pontos a serem desenvolvidos. O jeito brasileiro de atender é muito cordial, mas pouco eficiente em relação à postura, cumprir horários, entre outros fatores”, aponta Thaís Giuliani, executiva da Imago, empresa especializada na formação, qualificação e capacitação de profissionais de atendimento e serviços.

Os eventos esportivos futuros vão atrair turistas e hóspedes muito exigentes do mundo inteiro, então é fundamental trabalhar tecnicamente estes voluntários para atingir excelência no atendimento. É possível desenvolver as competências de bom atendimento e hospitalidade por meio de treinamentos especializados, simulando possíveis situações.

Apesar da Copa ser o principal foco, é preciso deixar um legado positivo em relação a imagem do país para os turistas estrangeiros. Muitos investimentos também acontecem na estruturação de bares, hotéis, aeroportos e restaurantes, esperando que a experiência com a Copa faça os viajantes estrangeiros retornarem ao país com mais frequência. “O Brasil vai crescer economicamente de 20% a 30% após a realização da Copa do Mundo, então há necessidade que esse serviço seja consolidado após os eventos esportivos”, afirma José Zuquim, presidente do Instituto Marca Brasil e operador oficial e autorizado da Fifa.

De acordo com Zuquim, uma experiência de trabalho dessa natureza qualifica para a ocupação em outras áreas de serviço e com certeza acontecerá uma evolução muito grande nestes processos. “Destaco, por exemplo, todo atendimento operacional de gastronomia e hotelaria. O Brasil, no momento, tem uma deficiência nessa área”, indica.

Língua estrangeira

A questão do idioma é primordial, pois o Brasil será o primeiro país, em muitos anos, que receberá a Copa onde a língua oficial não é uma das mais faladas no mundo. O português não é tão abrangente e a comunicação, principalmente em inglês, será uma grande exigência.

Segundo Elvio Peralta, diretor superintendente da Fundação Fisk, detentora da PBF, escola que oferece um programa de aprendizado do inglês com foco nos grandes eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos, o “May I Help You?”, as maiores dificuldades dos alunos são na estrutura e pronúncia da língua. “Adultos que não tiveram muito contato com o inglês encontram maior dificuldade. É importante trabalhar o ouvido para saber a pronúncia nativa”, explica.

Ainda para o diretor, a procura para realizar o curso é individual e empresarial, pois as organizações estão buscando qualificar seus funcionários. O Rio de Janeiro é a cidade onde a demanda é maior, por conta de, além de receber a Copa, ser uma cidade com maior veia turística.

 

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