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15/01/2013 - Série Áreas Promissoras 2013: Hotelaria e Turismo

Autor: Comunicação

Hotelaria e TurismoOs megaeventos esportivos de Copa do Mundo e Olimpíadas que acontecerão no Brasil nos próximos anos já impactam no número de vagas disponíveis no mercado. De acordo com o banco de dados da Catho, o número de oportunidades em Turismo e Hotelaria cresceu 43% de 2011 para 2012.

A capacitação profissional já é bastante exigida, e o nível de atendimento e realização de eventos deverá ter uma grande evolução. Neste contexto, os campos de eventos e gastronomia surgem como promissores, juntamente com o planejamento em marketing, por conta da estrutura que deverá ser montada pela grande demanda que existirá em diversas cidades do país.

“Chef de cozinha, bartender e coordenador de eventos são atividades muito demandadas. Em toda a área temos que qualificar, atualizar e aperfeiçoar minimamente 300 mil pessoas nos próximos 18 meses”, aponta  o Prof. Celso dos Santos Silva, consultor da Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (Abresi) e Confederação Nacional do Turismo (CNTur).

Amadurecimento do setor

A estabilidade da economia do país faz com que o brasileiro procure a viagem como opção de lazer como nunca ocorreu. Com isto, as empresas precisam oferecer um serviço de qualidade para combater a concorrência. O foco principal é a profissionalização e, neste contexto, o agenciamento de viagens e a hotelaria vêm se destacando.

“Dentro do agenciamento, a área comercial ganha destaque, não só por trazer clientes em busca de viagens como entretenimento, mas também por aumentar o número de viagens corporativas”, explica Raquel Patti, coordenadora de cursos da Associação Brasileira de Agências de Viagens de São Paulo (ABAV/SP). Para ela, existe uma escassez de mão de obra qualificada, e o profissional que se prepara sai na frente da concorrência.

Qualificação de profissionais

O setor cresce, porém o número de profissionais aptos a desempenharem as funções ainda não acompanha esta aceleração. O Brasil tem uma deficiência grande no que diz respeito a atendimento a turistas, por exemplo.

“Nosso trabalho está totalmente voltado para o público. Precisamos saber entendê-lo e direcionar o trabalho para o atendimento com a maior qualidade possível, pois é o que mais nosso cliente preza em uma situação de viagem ou entretenimento”, conta Mônica Schiashcio, presidente da Associação Brasileira dos Bacharéis em Turismo (ABBTUR), de São Paulo. De acordo com Mônica, o Turismo ainda está se consolidando no país em relação à profissionalização de pessoal e se os formandos, daqui para frente, tiverem espírito inovador, terão grandes chances de se destacar.

Já para Raquel Patti, a educação de base (ensinos fundamental e médio) deficitária ainda é o maior problema. “Me deparo com muitas pessoas que pretendem entrar no setor e que conhecem pouco de geografia, por exemplo. Já na universidade, vejo a falta de integração do conhecimento acadêmico com a vida prática do profissional”, completa.

 

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