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Os impactos da crise nos processos de RH das empresas

Autor: Roni Silva

Quando um país enfrenta períodos de turbulência e instabilidade econômica, como ocorre hoje no Brasil, os gestores costumam realizar dois movimentos rápidos: primeiro, olham para o setor financeiro da empresa, com a esperança de que os responsáveis operem pequenos (ou grandes) milagres, reduzindo custos, readequando orçamentos e cortando toda e qualquer despesa que seja considerada secundária ou dispensável.

Logo em seguida, os gestores partem para o departamento de RH, com o objetivo de reposicionar o setor e instaurar a política do “fazer mais com menos”: é preciso ser mais eficiente, ainda que a empresa disponha de menos recursos.

A seguir, entenda o que ocorre especificamente com o RH em tempos de crise.

A missão do RH

Durante as fases de bonança, o departamento de recursos humanos desempenha papel crucial nas organizações, e nos momentos difíceis não é diferente. Na verdade, é nessa hora que esses profissionais são exigidos ao máximo, a fim de preparar líderes mais capacitados, desenvolver e motivar os talentos da empresa e fomentar iniciativas que tragam soluções.

A missão do RH passa a ser a de unificar a organização, atuando de maneira estratégica para que todos entendam e trabalhem em prol do mesmo objetivo: adaptar-se para sobreviver.

Ao mesmo tempo, ambientes de mudança podem ser bastante hostis e costumam resultar em desmotivação e desconfiança generalizada em todos os setores. O RH, portanto, deve agir para evitar que esse clima destrutivo contamine o dia a dia da empresa.

As mudanças no RH

Quando a redução de gastos é uma prioridade, muito provavelmente as organizações vão refletir com cuidado antes de preencher novas vagas. Outro impacto esperado diz respeito às ações de treinamento e desenvolvimento: a equipe de RH terá que ser criativa e implementar medidas práticas e pouco dispendiosas, mantendo apenas os projetos imprescindíveis.

A necessidade de readaptar orçamentos em diversas áreas também fará com que sejam revistos os critérios de concessão de benefícios, premiações e políticas salariais. Novamente, cabe ao RH trabalhar para que os funcionários e colaboradores não se entreguem ao desânimo, o que poderia afetar drasticamente a produtividade.

A boa notícia é que cada vez mais as demissões em época de crise se tornam ineficazes. Ou seja, as empresas já entenderam que cortar funcionários, muitas vezes, pode gerar mais prejuízos, traduzidos em custos de novas contratações.

O papel do RH

A máxima de que problemas trazem oportunidades parece bastante atual e adequada a esse contexto. O que se espera do RH em tempos de crise é que o setor seja um celeiro de alternativas para superar problemas. Mais do que nunca, é preciso inovar, concentrando energias em ideias que possam, realmente, melhorar processos, gerar melhores resultados e transformar o medo em otimismo. Ao RH também cabe extrair o melhor das lideranças das organizações para que sirvam de exemplo e inspirem todos ao redor.

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