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15/03/2013 - Redes sociais no trabalho: 5 dicas para manter a produtividade

Autor: Caio Lauer

Redes Sociais x ProdutividadeNão há como negar. Hoje, o acesso às redes sociais dentro do ambiente de trabalho é uma realidade. Prova disso é o resultado de uma pesquisa da PageTalent, consultoria dedicada a seleção de estagiários e trainees, que apontou que 45,2% dos jovens utilizam mídias como Twitter e Facebook no expediente. Deste total, 42% passam pelo menos uma hora do dia de trabalho nestes sites.

Apesar de predominar entre o público jovem, o uso das redes sociais dominou todas as faixas etárias de profissionais, que têm acesso não só pelo computador das empresas, mas também por meio dos smartphones, que vêm aumentando exponencialmente no Brasil. Segundo levantamento da consultoria IDC, a venda desses aparelhos no país cresceu 78% em 2012 sobre o ano anterior.

Todos estes números fazem com que as organizações adotem atualmente uma postura mais tolerável em relação ao acesso aos sites de relacionamento – muitas já entenderam que a proibição não é o caminho. “A mídia social é um faca de dois gumes, pois pode ser uma excelente ferramenta de produtividade para alguns profissionais, mas um perigoso elemento de dispersão para outros”, alerta José Carlos Ignácio, diretor da JCI Acquisition, consultoria empresarial.

Por parte das empresas, o importante é engajar os funcionários com o trabalho, assim o uso das redes sociais será muito menor durante o expediente. Já para os profissionais, relacionamos algumas dicas para utilizares as redes sociais, porém sem perder a produtividade:

Cuidado com as notificações
Uma boa forma de não instigar a vontade e a curiosidade de acessar as redes sociais no trabalho é não receber notificações das mesmas no e-mail corporativo. Esse é um espaço que o profissional vê a todo momento, o que pode ser uma forma de dispersão.

Delimite horários
Guardar um período no almoço, ou logar no fim da tarde são boas opções, e, de maneira alguma, deve deixar a rede social aberta o dia todo na tela do computador.

Contenha a ansiedade
Não é porque iniciou uma conversa em uma rede social que esta deve ser alimentada o tempo todo. Foque no que é importante, e não sinta-se obrigado a responder uma mensagem na mesma hora em que a pessoa te enviou.

Seja seletivo
Já que irá acessar sites deste tipo, que tenha foco em poucos deles. Criar contas em inúmeras redes sociais faz com que a possibilidade de dispersão no trabalho seja ainda maior. Quantidade não é qualidade!

Reflita sobre seu emprego
Uma vez que acessar redes sociais apenas como entretenimento toma muito tempo da carga horária de trabalho, isto significa que a identificação e envolvimento com as atividades do dia a dia não estão de acordo.

O lado da empresa

As organizações estão passando por diversas transformações para adaptar os profissionais mais jovens, que têm contato direto e frequente com novas tecnologias e internet.  Montar estruturas de trabalho mais flexíveis e estimular a criatividade através de ambientes descontraídos, por exemplo, são alguns dos recursos que as companhias vêm utilizando.

“Empresas como o Google mostram que o funcionário pode ser produtivo e, ao mesmo tempo, a empresa respeitar a maneira de cada um ser e agir”, conta Irene Azevedo, professora de liderança da BBS Business School. Para ela, as organizações devem encarar as redes sociais como uma maneira das pessoas se comunicarem, “assim como é permitido o uso do telefone para ligações particulares”.

Em contrapartida a essa liberdade, é necessário que os profissionais sejam mais exigidos também. O mercado de trabalho é cada vez mais alimentado por pessoas “antenadas”, com ótima formação e um vasto currículo, e o nível de cobrança e responsabilidade para com estes indivíduos também deve ser maior. Porém, é papel da empresa que designe funções compatíveis às competências e habilidades desses profissionais, pois acessar redes sociais o tempo todo no trabalho pode significar desmotivação e ociosidade.

“Principalmente para este público mais jovem, vejo que é preciso lhes dar mais autonomia para executar atividades importantes, e não apenas realizar ações operacionais”, opina Irene.

 

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