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26/07/2012 - O que é uma startup?

Autor: Samara Teixeira

StartupCom a crescente demanda do mercado de Internet, cada vez mais empresas estão nascendo com projetos ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de novas ideias. É comum escutarmos o termo startup, o qual representa estas corporações geralmente de caráter tecnológico, tendo como alicerce o espírito empreendedor e a busca por um modelo de negócio inovador.

As startups buscam, por meio de análise de mercado, transformar ideias em grandes empreendimentos, possuem baixos custos iniciais, porém, com uma expectativa de crescimento muito grande. Exemplos claros de startups que já estão solidificadas no mercado são o Google, a Yahoo e o Ebay. Um ponto a ressaltar é que startups não são somente negócios de Internet – elas nascem com mais facilidade como empresas de software, pois é bem mais econômico do que uma indústria.

Para Gustavo Caetano, presidente da Associação Brasileira de Startups, a maioria delas têm um perfil jovial, otimista, não burocrático e sem elementos tradicionais de uma empresa comum, como hierarquia rígida, formalidades de vestuário e horários fixos, por exemplo. As startups, em regra, querem as pessoas felizes e com qualidade de vida, fazendo o que gostam, utilizando de forma agradável o capital intelectual adquirido.

Por serem promissoras, as startups atraem diversos investidores que absorvem as ideias como uma forma de melhoria do próprio negócio, utilizando ferramentas e permitindo a elas o ganho de visibilidade no mercado. Um investimento, por definição, tem um início e um fim e o objetivo é gerar lucro. “Os investidores procuram startups, pois, como o mercado de tecnologia está em alta, em grande parte resultado da revolução da conectividade e mobilidade, o crescimento de uma startup pode ser exponencial e muito rápido, e o mesmo acontece com o seu valor de mercado”, explica Caetano.  Por esse motivo, o investimento que atinge o sucesso, pode retornar muitas vezes mais o valor do investimento e essa alta rentabilidade atraem os investidores com maior perfil de risco.

Segundo Rodrigo Borges, VP de Novos Negócios e Fundador do Buscapé Company, “ existem startups que estão dentro da cadeia de valor do Buscapé, que procuram criar ferramentas que auxiliem o consumidor, então, nós somos uma plataforma que disponibiliza suporte em tecnologia e mentoring para estas empresas”.

Para que uma startup atraia um investidor, ela deve estar alinhada com o perfil de negócios da corporação e buscando maneiras de agregar diferenciais de negócio, “O maior exemplo de sinergia do Buscapé foi o SaveMe, que é um agregador de cupom, onde em questão de  1 ano saiu de 0 para faturar 30 milhões”, afirma Borges.

Um exemplo de investimento recente realizado pelo Buscapé foi o Moda It, um agregador de informações com formadores de opinião sobre moda, ou seja, quando uma pessoa vai comprar um vestuário, terá todas as informações necessárias sobre as tendências daquela peça.

Como atrair investidores

É importante o empreendedor estar atento às demandas para criar produtos que sejam atrativos para o mercado. Uma startup deve ter este espírito, “investir em uma startup é um investimento de risco, pois, na criação de um negócio inovador estão envolvidas diversas variáveis de sucesso”.

Por esse motivo, os investidores procuram empresas que ofereçam uma boa relação entre risco, inovação, mercado e escalabilidade. “Alguns preferem investir em startups com modelo de negócio já aprovado, outros preferem com alto grau de inovação. Mas todos investidores procuram empreendedores de alto impacto, startups com um bom time e que acreditem no problema que estão resolvendo”, resume Caetano.

Startup na prática

Um exemplo de startup com uma ideia inovadora e um propósito interessante é a Dreabe, a primeira rede social brasileira planejada para ajudar pessoas a realizar sonhos. O projeto roda na Internet, desde março deste ano, e já despertou o interesse de mais de 14 mil ‘dreabers’, como são chamados os usuários cadastrados no site. Agora, o lançamento oficial da proposta, previsto para agosto, depende da injeção de recursos externos.

Os idealizadores do Dreabe são os irmãos Djeison e John Moreira, de Santa Catarina e residentes em Curitiba, capital do Paraná. Um dos fatores que atraiu o investimento, segundo os fundadores, foi a solidez do modelo do negócio. Os objetivos, funções e todo o detalhamento do projeto estão fundamentados em um documento denominado ‘Princípios Dreabe’.

“O principal motivo para se investir no Dreabe é entender o valor de um sonho. Trata-se de uma nova plataforma social pela qual pessoas, empresas e ONGs podem se conectar e se ajudar. É um modelo que, além de despertar esperança e altruísmo, pode gerar receita, fugindo ao sistema de publicidade convencional utilizado pelas redes sociais”, explica Djeison Moreira, fundador e promotor de sonhos do Dreabe.

Para Moreira, existe certa dificuldade em entender o conceito de startup, pois alguns acham que qualquer negócio novo pode ser chamado assim, mas, para ele, startup é uma empresa nascente que tem um modelo de negócios não testado em um ambiente cheio de incertezas.

Para atrair os investidores a ideia tem que ser interessante, mas se os empreendedores forem diferentes, criativos e únicos, eles criarão não apenas uma boa ação, mas,  diversas. Segundo Moreira, sempre que conversa com investidores, deixo claro que a Dreabe é o passo número um de uma série de ideias que ainda virão.

 

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