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07/05/2013 - O que fazer quando o encanto acaba?

Autor: Nelson Fukuyama

Colunista: Nelson FukuyamaLembra aquela sensação gostosa que você passou quando foi contratado pela empresa? Logo que recebeu a notícia você telefonou para todos os conhecidos, até mesmo preparou uma comemoração especial com alguns.

Tudo era novidade, as instalações, os colegas, os novos contatos, cada resposta às suas perguntas eram motivos para dizer “Ah! Agora encontrei o meu caminho!”.

Naqueles momentos, de fato, parecia que tudo ia bem. Nem demorou tanto para alguém dizer que você já estava preparado para uma nova função, para a qual você iria receber uma remuneração especial e essa promessa serviu para te estimular ainda mais e declarar-se mais apaixonado pela empresa e pelo produto e serviço que ela oferecia. E daí em diante seu esforço ficou ainda maior, sua dedicação, transformada em aumento de horas trabalhadas, mesmo em finais de semana, ficou ainda mais evidente.

E assim foi por algum tempo, aliás, um bom tempo. Até que, de repente, você percebeu que aquele mundo do “tudo era divino, tudo era maravilhoso” não era bem assim. Foi quando você começou a se questionar sobre determinadas promessas que não estavam sendo cumpridas pela empresa. Foram tantas promessas como a de um aumento de salário depois de um determinado período, de recebimento de uma comissão maior, das horas extras, daquela promoção que foi dada a outro colega, daquele carro ao qual você deveria ter direito, afinal, coisas que você não chegou a ver nem mesmo a cor.

Assim, o tempo passou. Hoje você não é a sombra daquele funcionário entusiasmado dos primeiros dias. Pelo contrário, faz somente o necessário, vê contrariedade em tudo, tem queixas contra tudo e contra todos. Os colegas de trabalho já não são os mesmos, o chefe é um chato, o local de trabalho é longe demais de sua casa, os equipamentos de trabalho são um lixo, o transporte é horrível e por aí vai.

Bom, quando a situação chega a este ponto está mesmo na hora de repensar a sua permanência nessa empresa, o que pode começar por uma conversa com alguém responsável para comentar e até mesmo cobrar as promessas que lhe foram feitas e que não foram cumpridas. A partir dessa conversa e dos esclarecimentos, você pode decidir se permanece ou não na empresa.

Você pode ter motivos para continuar, aí é renovar as energias e o entusiasmo. Agora, se você não ficar satisfeito com as respostas que receber então é chegada a hora de atualizar o seu currículo e reativar os seus contatos para voltar ao mercado de trabalho.

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