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14/03/2011 - A estratégia dos pontos fortes

 

A redação de um excelente currículo, uma negociação salarial de sucesso ou, ainda, a discussão de uma proposta de trabalho, tem que estar baseada na ênfase aos pontos fortes do profissional. Esses pontos devem ser valorizados no início do currículo, no começo da negociação salarial, na abertura da discussão de uma nova proposta.

Como é fundamental ser verdadeiro, nem sempre é possível deixar de incluir informações que revelam pontos fracos. Nesses casos, algumas alternativas são possíveis:

  • Se puder, não mencione os seus pontos fracos;
  • Se não puder deixar de mencionar, deixe-os por último;
  • Se for possível, mascare os pontos fracos.

SE PUDER, NÃO MENCIONE OS SEUS PONTOS FRACOS

Enfatize seus pontos fortes quando for solicitado a comentar detalhes da sua carreira.

Numa conversa profissional que envolve contratação ou promoção, quase sempre surgem perguntas que pretendem fazer com que você especifique detalhes de sua vida profissional. Vamos a alguns exemplos e como você pode responder adequadamente:

Fale-me de você. Ninguém faz uma pergunta dessas para saber se você aprecia jogar tênis de mesa ou tocar violão nas horas vagas. O que se quer é saber quem é você dentro da empresa. Para responder coerentemente, você precisa analisar a sua vida profissional em três quesitos:

  • habilidade de desenvolver relacionamentos duradouros;
  • habilidade de influenciar outras pessoas;
  • habilidade de negociação.

Um segundo pedido, comum em entrevistas, é o seguinte:

Quais foram os resultados mais importantes que obteve em sua carreira? Novamente ninguém quer saber dos prêmios que ganhou na escola primária ou do trabalho voluntário que você pratica nos fins de semana. Quer saber que resultados profissionais efetivos você obteve. Também aqui é necessário que você conheça a respeito de três quesitos da sua vida profissional:

  • Como você lida com a crise;
  • A sua capacidade de resolver problemas;
  • Como você avalia desempenhos de indivíduos

O terceiro pedido que ocorre numa entrevista:

Por que você acha que eu deveria contratá-lo/promovê-lo? Aqui é importante lembrar o velho adágio que diz “se você não sabe para onde está indo, qualquer estrada o levará para lá”. É preciso que você planeje a sua carreira, saiba o que quer e o que tem que fazer para consegui-lo.

Os seus objetivos devem ser realistas, claros e mensuráveis. E você deve dizer ao seu entrevistador como os seus planos de carreira podem auxiliar a empresa que está contratando ou promovendo você.

SE NÃO PUDER DEIXAR DE MENCIONAR, DEIXE-OS POR ÚLTIMO

Privilegie seus pontos fortes, sempre e em qualquer instância. Alguns momentos, no entanto, exigem que você mencione as falhas, pontos fracos ou situações melindrosas. A alternativa é deixar por último, porque quando o seu entrevistador chegar a essa questão já estará bem impressionado pelos seus pontos fortes e tenderá a minimizar seus pontos fracos.

Vamos ver alguns exemplos práticos:

Ponto fraco: Você freqüentou universidade mas não concluiu o curso.

Solução: Não minta. Dê pouca ênfase a este ponto em seu currículo, por exemplo, se você deixar a seção de formação acadêmica para o final e se disser “Estudei Administração de Empresas na Universidade Mackenzie”. Você não disse que se graduou – não mentiu. Na entrevista, você pode seguir a mesma tática, respondendo que estudou, e não que se graduou. Mencione que o curso foi interrompido antes da conclusão apenas se for perguntado.

Ponto fraco: Você é solteiro(a), separado(a) ou divorciado(a) mas vive com uma pessoa.

Solução: Embora a modernidade tenha chegado às relações pessoais, ainda há muitos executivos, em empresas conservadoras, que se impressionam negativamente pelo fato de um seu colaborador graduado viver em situação familiar que eles consideram irregular. Até pouco tempo, era incomum as pessoas se separarem e se casarem novamente e, por causa disso, uma boa parte das empresas, tradicionais, vêem com certo preconceito a situação de pessoas que não são casadas. Se precisar, responda que vive maritalmente. É uma forma de responder sem muita precisão e sem dar muita margem a que se discuta a situação.

Ponto fraco: Você tem mais de 45 anos.

Solução: Não coloque sua idade no currículo e não inclua idade na conversa. Mas é claro que a sua aparência denunciará a sua idade, e o questionamento possivelmente virá. Mas até esse momento você já deverá ter tido tempo de mostrar que é um bom candidato, não importa que idade tenha, ou até mesmo que só conseguiu o nível de qualidade e competência em que está por causa da experiência que a vivência te você.

SE FOR POSSÍVEL, MASCARE OS PONTOS FRACOS

Ponto fraco: Você é agressivo.

Solução: Corrija esse comportamento. As empresas detestam agressividade. Embora muitas vezes adotem o discurso de que seria bom ter uma pessoa assim para “botar fogo” na equipe, na prática odeiam os agressivos. Simplesmente porque agressividade implica em mudanças e não é possível manter a rotina “agressivamente”. Você pode falar do quanto é agressivo, mas jamais aja com agressividade. Ao contrário, seja agradável e moderado com todas as pessoas em qualquer situação.

Ponto fraco: Você detesta burocracia.

Solução: Não perca energia tentando alterar a burocracia da empresa. Cada empresa é composta de pequenos grupos, e cada um tem as regras que estabeleceu para seguir, e que servem para protegê-lo. Pessoas que chegam e desafiam essas regras costumeiramente passam a ser mal vistas e correm riscos, pois a burocracia é a justificativa para a existência dessas regras. Aprenda a conviver com essa burocracia sem ficar dependente dela. E, acima de tudo, não mencione na sua entrevista a sua indisposição para com o conjunto de regras adotado pela empresa.

 

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