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31/07/2012 - Quem é o profissional de RH do futuro

Autor: Caio Lauer

RH do FuturoNunca o capital humano esteve tão valorizado nas corporações. Desenvolver pessoas, manter um bom clima organizacional e reter talentos são algumas das responsabilidades do profissional de Recursos Humanos, que vem ganhando maior espaço nas empresas por apresentar, nos últimos tempos, um posicionamento mais estratégico.

Do ponto de vista técnico, os novos profissionais de RH precisam desenvolver a noção de cliente interno – ter a consciência que não atuam apenas para uma diretoria ou para os donos da empresa, mas, enquanto protagonistas de RH, devem ter como cliente todos os setores da organização. “É interessante absorver conceitos de marketing para entender o que é um cliente na essência e saber que está prestando um serviço para seus pares”, aponta Rodrigo Oliveira, gestor da Faculdade da Vila Matilde (FAATESP) e especialista em gestão de pessoas.

Hoje, existem diversos estudos sobre gestão de pessoas que mostram que muitas vezes o profissional é contratado por suas habilidades técnicas, mas acaba sendo desligado da corporação por não desenvolver bem suas competências comportamentais. Para Oliveira, quando se fala em cargos de gerências e diretoria, isto fica ainda mais sensível: “habilidades como liderança, encarar desafios e ter flexibilidade são muito exigidas e devem ser bem trabalhadas”.

O intraempreendedorismo é uma competência fundamental para o profissional de RH do futuro. O engajamento com o negócio da empresa e a busca pela inovação nas atividades, são características marcantes que vão além das expectativas da empresa e que fazem com que o profissional se destaque.  “Tecnicamente pode não ser o mais brilhante, mas a visão de negócio e a ousadia nas atividades fazem com que ele conquiste seu espaço”, explica o gestor da FAATESP.

Do ponto de vista das tecnologias, as empresas costumam ser muito parecidas e o que realmente faz a diferença é o capital humano. A gestão de pessoas é um setor que pode modificar cada vez mais o cenário corporativo e, para tal, o profissional de RH deve posicionar-se de maneira estratégica com o modelo de negócio das corporações.  “O mercado vem mudando e atualmente solicita profissionais cada vez mais habilitados para preparar pessoas que impactam em negócios. É por intermédio dos funcionários que a empresa conquista seus objetivos e o RH vem ganhando este espaço para que os resultados sejam cada vez melhores”, conta Carlos Ferreira, Diretor Executivo da 4hunter, empresa especializada em consultoria de recrutamento & seleção e gestão de carreira.

Valorização do profissional

Há pouco tempo muitos imaginavam o RH como uma área relacionada exclusivamente ao departamento pessoal, folha de pagamento, benefícios, etc. Hoje, o próprio profissional da área mostra seu valor. “As universidades atualmente passam todas as estratégias de RH e preparam bem o indivíduo. Além dos conceitos básicos do segmento, hoje em dia existem importantes ferramentas de gestão administrativa que ampliam o conhecimento e tornam a atuação na companhia mais estratégica. Fundamentos da gestão, contabilidade e marketing são bons exemplos”, relata Rodrigo Oliveira.

Por conta da demanda e necessidade, as grandes corporações criaram processos internos de RH bem estruturados e ditaram a tendência do mercado. Porém, empresas de pequeno e médio porte também vêm se conscientizando desta importância e tratando o segmento de forma diferenciada. De acordo com Ferreira, o atuante da área precisa avaliar como as ferramentas de RH podem impactar diretamente nos resultados das corporações: “o setor é muito importante, pois é um instrumental para o desenvolvimento de competências de todos os funcionários”.

Profissionais que possuem atitudes e ações estratégicas já são reconhecidos pelas empresas em que atuam. “A área de Recursos Humanos deve fornecer aos colaboradores vantagens que não é necessariamente a remuneração, por exemplo. O ideal é desenvolver ações e políticas que tornem atuar na empresa algo diferencial, que as pessoas se sintam engajadas e valorizadas”, completa Rodrigo.

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