01/06/2012 - Dia Nacional da Imprensa: conheça a importância do Assessor de Comunicação
O Dia Nacional da Imprensa, comemorado hoje, era antes celebrado no dia 10 de setembro, data de início da circulação do Jornal A Gazeta do Rio de Janeiro. A data foi alterada para o dia 1º junho, dia do primeiro número do Correio Braziliense, em 13 de setembro de 1999. Em virtude deste dia, falaremos sobre o assessor de imprensa, que é um elemento fundamental para todos os meios de comunicação.
Mais do que uma data comemorativa, o Dia Nacional da Imprensa, representa uma oportunidade para destacarmos os profissionais que assumem cada vez mais importância no mercado. Os assessores de imprensa possuem posições estratégicas no mundo corporativo, sendo que, apenas 5,4 % das instituições não contam com uma área de comunicação, como mostra a pesquisa “Comunicação Corporativa nas organizações” da Aberje.
Há muito tempo o papel da assessoria de imprensa assume posições sólidas nas relações públicas, sendo que, hoje, 70,2% das empresas, que contam com mais de 5 mil funcionários, crêem que a Comunicação é uma área de negócio de extrema importância para os diversos públicos: imprensa, blogueiros, autoridades, stakeholders, investidores e para população em geral, como mostra o mesmo estudo.
Segundo o diretor-geral da Aberje, Paulo Nassar, “A função do assessor de imprensa é garantir qualidade e excelência de comunicação com os diversos públicos e com o relacionamento habilidoso com a imprensa, que representa uma função crítica na sociedade. Hoje, qualquer organização que deseja ter sucesso nas suas operações ou, queira construir valores positivos para a opinião pública, deve trabalhar sua comunicação com transparência”.
O impacto da comunicação corporativa representa 74,5 % de importância para as organizações, sendo assim, este profissional deve ser altamente qualificado e engajado. De acordo com a vice-presidente da CDN Comunicação Corporativa, Yara Peres, “o profissional das assessorias ou da área de comunicação de uma empresa pode ser um jornalista de formação, mas a atividade que ele desempenha é de consultor de Comunicação. Ele vai se valer de várias habilidades jornalísticas como a escrita, observação aguçada, postura crítica e também conhecimentos em áreas de relações públicas e institucionais. A agência pode contar também com publicitários, gestores de mídias sociais, historiadores, designers, advogados, economistas e administradores de empresa. Essa diversidade é um ativo importante porque permite que as equipes sejam multidisciplinares”.
Atualmente a função do assessor não se limita a emplacar pautas. Ele tem que desenvolver habilidades para elaborar diagnósticos de planejamento e promoção de ações, e por conta disso deve ter amplo conhecimento sobre assuntos em geral e manter-se sempre informado. Na área de planejamento, por exemplo, existe a comunicação em casos de crise que exigirá um repertório rico de informações do profissional, já que este valerá de seus conhecimentos para traçar um plano de ação eficaz para evitar informações contraditórias e imprecisas, que podem resultar em ceticismo e perda de credibilidade para as empresas.
Para Viviane Arnaldi, diretora da assessoria V2 Comunicação, a administração de crises já está dentro do pacote estratégico, “Desde a contratação dos nossos serviços pelos clientes, trabalhamos com todas as hipóteses, por isso, desenvolvemos um Q&A (Question and Answer) logo no início, para driblar e responder aos veículos quando temos um caso de crise. Esse material fica preparado desde o início e quando acontece nos juntamos com o jurídico do cliente e tentamos encontrar soluções para o problema”, explica.
Esta visão a longo prazo se torna fundamental para as empresas, mas, além da administração de crises, o consultor de comunicação encontra algumas dificuldades no meio do caminho. Muitas vezes, por exemplo, o cliente pensa que o repórter é um amigo e acaba soltando uma informação que não deveria no momento, “Isso gera estresse dentro da assessoria, que terá que estruturar novamente com o repórter tudo o que foi falado e tentará driblar algumas impressões.”, conta Viviane.
A comunicação empresarial tem por essência evitar crises com a sociedade, ou seja, alguns pilares devem ser seguidos como a estética, a técnica e a ética que, muitas vezes, não são respeitados. Para Paulo Nassar, “a maior dificuldade do profissional é fazer o papel de ‘edu comunicador’, que é educar os colaboradores da instituição para que eles saibam se comunicar melhor. Qualquer empresa deve se comunicar bem em todos os níveis hierárquicos, é o que eu chamo de ‘P a P’, comunicar bem do porteiro ao presidente”.
Para quem pretende seguir a carreira
A visão do comunicador empresarial é justamente criar elos com compromissos em dados verdadeiros transmitidos pelas empresas e isso é reconhecido pelos jornalistas, pois, 86,6% dos profissionais alegam que as matérias veiculadas condizem com os dados das empresas.
Para o mercado é fundamental estar ligado à revolução tecnológica em que vivemos, pois o comunicador esta no “epicentro” dessa revolução e deve estar apto ao entendimento dessas novas ferramentas. “Ler bastante, se atualizar sempre, conhecer os veículos e o maior segredo relacionar-se. O profissional precisa saber posicionar corretamente o cliente”, finaliza Viviane.


