O Portal Carreira & Sucesso é uma publicação digital da Catho. Aqui você encontra informações relacionadas ao mercado de trabalho, que irão auxiliá-lo em seu desenvolvimento profissional.

26/11/2010 - O Técnico de Segurança do Trabalho

 

Caio Lauer

Em 27 de novembro comemora-se o dia desse profissional, conhecido também como o “anjo da guarda” do trabalhador. A data é comemorada por conta da regularização do ofício pela Lei nº 7.410, no mesmo dia de novembro de 1985. A Segurança do Trabalho é compreendida pelo conjunto de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e proteger a integridade e a capacidade da atividade do trabalhador.

A função do técnico é assessorar as empresas para promover um ambiente seguro e saudável. Até algum tempo, ele não tinha a formação adequada para ter claro o que executa. As únicas ações eram fazer os funcionários usarem equipamentos de proteção e cobrar da empresa que cumprisse as normas e a legislação. Na verdade, esse profissional tem um papel muito importante como educador. É imprescindível ensinar para a organização sobre o que é a segurança do trabalho, o que a envolve, as consequências positivas e negativas e apresentar o papel do técnico em todo esse contexto.

“O objetivo é passar segurança e saúde para os colaboradores poderem produzir sem dificuldades, valorizar a imagem da empresa e evitar despesas extras, como multas, por exemplo”, informa Renê Cavalcante, diretor de desenvolvimento profissional do Sindicato do Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado de São Paulo – Sintesp. Segundo Renê, um dos papéis do técnico é apontar para a organização em que situações os funcionários poderiam eventualmente se acidentar ou adoecer. “Isso pode evitar afastamento de trabalhadores, pagamento de indenizações e dar a confiança necessária para todos profissionais atuarem com extrema segurança. O colaborador que se sente protegido pela empresa se dedica e produz mais”, salienta.

O principal foco do técnico é a prevenção. Ele precisa trabalhar o tempo todo para evitar situações adversas e mostrar para a empresa onde são os potenciais focos de doenças, acidente e medidas de controle. Existe também a atuação na correção de fatos ocorridos – apontar as causas para que sejam resolvidos e acidentes semelhantes não venham mais a acontecer.

São inúmeras as áreas de atuação desse profissional, que pode atuar em qualquer segmento, mas existem alguns critérios para isso referentes à atividade da empresa relacionado com o número de colaboradores. A Construção Civil, Indústria, de modo geral, e estabelecimentos da Saúde, todos acima de 101 funcionários são obrigados a ter um técnico de segurança. Ele pode agir também como consultor, pois existe uma série de obrigações que as empresas devem cumprir em termos de saúde do trabalhador. Outras possibilidades de atuação desse profissional estão no comércio, shoppings e serviços de vigilância, limpeza e manutenção. “Na década passada tínhamos mais oportunidades na Indústria, mas a área de serviços acelerou. Hoje, com o advento do Pré-Sal e com a construção de novas refinarias, o mercado está muito direcionado a essa área também”, indica Elias Bernardino, Presidente da Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho (Fenatest).

Para se tornar um técnico de segurança do trabalho, é necessário o curso técnico de nível médio de segurança do trabalho. A carga horária é de 1.200 horas e depende da instituição de ensino distribuir esse período. Além disso, deve completar 400 horas de estágio.

Já para se destacar, o profissional deve ser bem consciente de seu papel, bem informado, conhecer os temas básicos da área, manter-se atualizado sempre e ter alguns diferenciais, como higiene ocupacional e o idioma inglês. “Como existem muitas multinacionais necessitando dos técnicos, a língua estrangeira acaba se tornando um diferencial para comunicação com a matriz, por exemplo”, diz o diretor do Sintesp

Valorização

O exercício adequado e dentro de normas faz com que a profissão seja mais valorizada. Os técnicos estão começando a mostrar a importância do seu papel e existem regras, como uma recente da Previdência Social, em que a empresa tem um custo maior no seguro da segurança do trabalho se gerar mais lesões e mais doenças. Isso faz com que estimule o interesse na ajuda, orientação e assessoria para não aumentar os gastos.

O salário vem atraindo muito os estudantes. Segundo dados da Pesquisa Salarial e de Benefícios Catho Online, o salário médio pago em território nacional é de R$2.672,00.

Para Elias, a Indústria nacional ainda deixa muito a desejar em algumas áreas, mas empresas multinacionais e algumas nacionais pagam muito bem o profissional. “Hoje, o técnico faz parte do organograma das empresas diretamente ligada à área administrativa, pois é um preposto na segurança e medicina do trabalho. Cabe a ele resolver qualquer situação desse gênero”, finaliza.

No site da Catho Online, em 26/11/10, havia 2.364 vagas para

Leia mais sobre: