Qual é a melhor idade para se formar em direito?

mulher sentada vestindo um terno cinza e com um computador na frente

Você já deve ter ouvido aquela expressão: “entre a cruz e a espada!”. É assim que a grande maioria dos estudantes do último ano do Ensino Médio se sentem, pois nesta fase da vida recebem uma pressão de todos os lados para decidirem seu futuro profissional por meio do ingresso na Universidade.

No post de hoje vamos esmiuçar um pouco esse assunto e para isso conversamos com a psicóloga Juliana Baldassare Pereira Costa, 31 anos, e com a advogada Bruna Cassiano, 33 anos, que ingressou na faculdade com apenas 17 anos.

Saindo do Ensino Médio direto pra Facul!

Bruna Cassiano

Será que ingressar na universidade aos 17, 18 anos é uma boa escolha? Na opinião da Psicóloga Juliana não existe melhor idade e sim a decisão certa. “É muito importante que a pessoa se identifique com o curso que está escolhendo e para isso é necessário fazer algumas pesquisas a respeito, para que não desperdice tempo e dinheiro”, explica.

Já a advogada Bruna, que não se arrepende de ter ingressado aos 17 anos na faculdade de direito, faz uma reflexão. “Acho fundamental para os adolescentes que estão cursando o ensino fundamental ou ensino médio terem a oportunidade de trabalhar como jovem aprendiz, por exemplo. Assim eles poderão ter noção de tarefas, profissão e mercado de trabalho, e com base nisso, ter mais maturidade na escolha de sua profissão”, conta.

Lidando com a pressão

Quando somos pequenos é comum as pessoas questionarem “o que você quer ser quando crescer?”. Os anos vão passando e o momento de decidir o que queremos ser profissionalmente chega. Só que junto desta etapa vem também muita pressão pela escolha da profissão, seja de amigos, de familiares, da própria sociedade ou até de nós mesmos. Mas como lidar com tudo isso?

A psicóloga é enfática: “não pode se deixar levar por essa pressão. Muitos escolhem cursos errados e se frustram em sua carreira profissional, por que deixaram de ouvir sua intuição para ouvir o que as pessoas acham”, diz e continua “Na minha opinião isso só atrapalha, e faz com que a pessoa leve muito mais tempo para se encontrar profissionalmente”, completa Juliana.

No seu trabalho, Juliana realiza processos seletivos e diariamente vê pessoas frustradas em suas graduações. “Muitas vezes a pessoa deixou de fazer o que gostaria para agradar alguém da família ou amigos. A graduação é uma etapa muito importante e necessária em sua carreira profissional, ela deve ser muito bem definida, para que não tenha frustrações no futuro”, explica.

A advogada reforça esse ponto de vista com exemplos da faculdade. “Conheci colegas de classe que desistiram em algum momento do curso, por causa desta pressão de amigos ou familiares”, relembra Bruna.

Pressão familiar

Juliana acredita que a pressão vem principalmente de familiares pela escolha da carreira profissional e relata o que aconteceu com ela. “Eu tive essa experiência, quando conclui o ensino médio e estava na dúvida em que curso eu poderia realizar. Na época meu pai me incentivava a fazer Contabilidade, pois ele é Contador e tinha um escritório do qual gostaria que os filhos trabalhassem com ele, mas eu nunca me identifiquei com a área financeira e seria muita frustração, pois sempre fui encantada pela área de Humanas”, diz.

Juliana sempre teve o sonho de ajudar as pessoas e começou a pesquisar cursos que se identifica mais – ele queria algum que trouxesse realização pessoal e profissional. “Um certo dia conversando com minha prima ela comentou que estava cursando Psicologia e eu questionei detalhes sobre o curso. Fiquei encantada com tudo que ela me falava a respeito e ela me convidou para ir até a universidade assistir uma aula. Foi a melhor coisa que eu pude fazer! Me identifiquei e comecei a estudar Psicologia e posso dizer que foram os melhores 5 anos de aprendizado e experiência”, relembra.

Ingressei na faculdade ao fim do Ensino Médio. E agora?

Juliana Baldassare

O que os jovens devem ter em mente ao ingressar na universidade aos 17, 18 anos?

Bruna resolveu fazer direito pois atuar com direito internacional era um sonho e queria fugir dos conteúdos de matemática. Ela conta que o começo ficou balançada, mas se manteve firme na sua escolha. “Nunca pensei em trocar de curso, embora não tenha me identificado com o curso no primeiro ano da faculdade, mas sempre fui persistente e sabia que uma hora o curso iria fazer sentido como, de fato, fez”, conta.

Juliana aproveita e dá uma dica para os futuros jovens universitários: “Sei que nem todos os jovens têm em mente o curso que gostaria de fazer, mas o que essa pessoa precisa saber é que essa decisão terá um impacto muito grande em seu futuro e que ela pode ser positiva ou negativa. Portanto, é preciso fazer pesquisas sobre o que gosta e com o que mais se identifica. Profissão é algo para a vida toda e a formação precisa ser muito bem definida. Na dúvida, oriento fazer um teste vocacional”, conclui.

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