A Remuneração e a Comunicação

A percepção pelas pessoas de que a Remuneração é uma “caixa preta” ainda permanece no mercado. Esta leitura continua presente porque as empresas ainda resistem em falar sobre o tema.
Resistem por quê? Cultura? Ausência de políticas? Falta de preparação dos gestores? Oportunidades? Evitar o tema?
As evidências acima, de uma maneira geral, estão presentes em menor ou maior escala nas organizações. Com a reforma trabalhista acredito que o mercado tem uma ótima oportunidade para trabalhar com gestão em remuneração (implantar, revisar, calibrar), bem como usar o processo de comunicação como ferramenta para disseminar os conceitos e regras.
O que a reforma apresenta, como entendimento geral, é que os critérios a serem utilizados no programa de remuneração precisam de clareza, transparência e com regras claras para permitir um melhor entendimento das pessoas, evitar dupla interpretação (mitigação dos riscos) e facilitar o processo de gestão.
O que se vê em boa parte das empresas é que as políticas não são comunicadas com clareza. Este cenário gera desconforto, “especulação” sobre o tema e aí ganha força as conversas paralelas, com perda do foco.
O momento pode ser oportuno para falar sobre salários. Como todo processo em que não há cultura sobre o tema, no começo pode gerar maior debate, criticas e desconfortos, mas a manutenção da comunicação (frequência) tornará o tema mais fácil.
Olhando para a remuneração, tanto fixa como variável, é de fundamental importância que os pilares de sustentação sejam de conhecimento dos gestores e de suas equipes. Como exemplo destaco: critérios utilizados para promoção (subir de cargo), como é possível crescer dentro da organização (trilhas de carreira), quadro de lotação (quantidade de pessoas em cada cargo/nível), critérios para reajuste salarial por mérito (performance, desempenho), entendimento dos critérios de avaliação de desempenho/competências, objetivos e foco do recrutamento interno, conceito dos indicadores e metas presentes na remuneração variável.
Dosar o que comunicar, tipos e canais de comunicação a serem utilizados, quando e como também é um desafio. Para isso é de fundamental importância analisar o público alvo e o gestor tem um papel importante dentro desse processo.
Uma dica é trabalhar a comunicação de maneira preventiva e comunicar o essencial, ou seja, o que efetivamente vai agregar valor para o entendimento das políticas.
O processo de comunicação permite a saída da informalidade das práticas para a visualização das políticas, normas e procedimentos que estão presentes no ambiente de remuneração. Provavelmente esta ação vai contribuir na melhoria do clima organizacional e na retenção dos profissionais que acreditam na organização.

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