Vencer apesar das limitações

Se os Jogos Olímpicos já são motivadores pelos seus atletas com suas histórias e vitórias, os Jogos Paralímpicos vêm para nos trazer lições deveras encorajadoras, já que os protagonistas do evento carregam histórias de superação inimagináveis para muitos de nós.

O maior evento esportivo do mundo envolvendo pessoas com deficiência conta com 23 modalidades, das quais algumas são adaptadas para que os paratletas possam praticá-las, levando em conta suas limitações, e outras praticadas exclusivamente por pessoas com deficiência. A última edição das Paralímpiadas totalizou 528 provas, mais de 4 mil atletas de 159 países disputando mais de 1.500 medalhas. O resultado? Mais de 350 recordes paralímpicos e 210 recordes mundiais quebrados.

E o que nós, profissionais, temos a aprender com os esportistas paralímpicos? Dedicação, superação, sede de vitória, resiliência, persistência e confiança no próprio potencial. Mas, principalmente: vencer não é somente estar no topo do pódio.

Veja a história de 3 atletas inspiradores que já participaram dos Jogos Paralimpícos:

Daniel Dias nasceu com malformação congênita dos membros superiores e da perna direita, o que não impediu sua família de incentivá-lo a realizar seus sonhos, assim como as limitações físicas e o preconceito sofrido não o impediram de fazer tudo que queria.  Inspirado no, também, nadador paralímpico Clodoaldo Silva, Daniel chegou à marca de maior medalhista paralímpico na sua modalidade, a natação, com um total de 24 medalhas, superando seu ídolo Clodoaldo. Quer inspiração maior do que superar os títulos daquele em quem você se espelhava para vencer?

Angela Madsen sonhava em ser atleta desde a adolescência, mas se tornou mãe solo aos 17 anos, o que a fez perder a oportunidade de conseguir uma bolsa nas universidades americanas. Incentivada pela família, Angela ingressou no exército americano. Aos 20 anos, se acidentou em um treinamento de basquete no quartel e precisou passar por uma cirurgia que, por erro de procedimento, deixou-a paraplégica.  Na época, o exército dos Estados Unidos se recusou a pagar as contas médicas, então, além dos movimentos das pernas, a jovem perdeu sua casa, viu seu casamento acabar e entrou em depressão profunda, chegando a morar na rua.  O primeiro esporte adaptado que conheceu foi o basquete em cadeira de rodas, que lhe deu fôlego para recomeçar sua vida. Mais tarde, conheceu o remo, o surfe adaptado, o arremesso de peso e o dardo, competindo em algumas das modalidades. Além das medalhas em mundiais, a atleta tem 6 recordes no Guinness Book e foi a primeira mulher a atravessar o Oceano Índico a remo.

Achmat Hassiem era jogador de futebol semiprofissional e queria defender a seleção sul-africana. Enquanto o sonho não virava realidade, trabalhava como salva-vidas. Aos 24 anos, Achmat estava em alto mar, quando um tubarão branco de quase 5 metros atacou seu irmão. Para salvá-lo, ele chamou a atenção do animal para si, que, em meio a chutes e socos, arrancou a perna do atleta. Quatro anos depois, Achmat estava no auge de sua carreira como nadador paralímpico, esporte que começou a praticar profissionalmente após o acidente. A última edição das Paralimpíadas foi sua despedida das piscinas. Agora, Achmat se dedicará integralmente a projetos de proteção aos tubarões, trabalho que já executava desde 2010.

 

 

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